Medicamentos GLP-1 para obesidade poderão ficar mais acessíveis após fim das patentes

admin
6 Mar, 2026
A semaglutida, uma das moléculas GLP-1 mais significativas no combate à obesidade , poderá ser produzida a um preço acessível para países de baixa e média renda assim que sua patente expirar e versões genéricas forem autorizadas, estimaram diversos pesquisadores nesta sexta-feira (6). Atualmente, essa molécula é comercializada sob o nome de Wegovy pela empresa farmacêutica Novo Nordisk. Segundo uma análise realizada por pesquisadores do Imperial College London, da Universidade de Liverpool e da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, seu custo de produção anual poderia variar entre 28 e 140 dólares (146 a 734 reais). Os GLP-1 representam um dos avanços farmacêuticos mais importantes dos últimos anos. Inicialmente comercializados como medicamentos para diabetes, demonstraram eficácia sem precedentes na redução da obesidade. No entanto, seu custo permanece elevado, o que gera preocupações quanto à sua acessibilidade. - Pfizer interrompe produção de remédio para obesidade ao detectar possíveis danos ao fígado - Alckmin critica quebra de patentes de canetas emagrecedoras Nos Estados Unidos, por exemplo, o Wegovy é vendido por aproximadamente 200 dólares por mês (1.048 reais). As principais patentes da semaglutida expiram este ano em diversos países, incluindo China, Brasil , Índia, África do Sul, Turquia e México, abrindo caminho para a concorrência de medicamentos genéricos mais baratos que os tratamentos de marca. Nesse contexto, a análise publicada nesta sexta-feira – ainda não divulgada em periódico científico – estima que a semaglutida poderia ser produzida a um custo inferior a três dólares por mês (15 reais).