Passageiras viralizam ao relatar exigência de assento extra por ‘tamanho especial’ em companhia aérea

admin
7 Mar, 2026
Duas passageiras viralizaram nas redes sociais após relatarem experiências constrangedoras ao serem informadas de que precisariam comprar um assento extra para viajar em voos da Southwest Airlines, nos Estados Unidos. Os casos reacenderam o debate sobre a nova política da companhia voltada a passageiros considerados de “tamanho especial”. As informações são do Extra. A regra, que passou a valer em janeiro deste ano, determina que viajantes que não consigam ocupar apenas um assento devem comprar um lugar adicional de forma antecipada. A política também permite que a própria companhia decida, “a seu exclusivo critério”, quando um segundo assento é necessário por motivos de segurança ou conforto dos demais passageiros. Um dos relatos mais comentados é o de Erika DeBoer, de 38 anos, que publicou um vídeo no TikTok contando que foi informada sobre a necessidade de comprar um assento extra enquanto despachava sua bagagem para um voo entre Omaha, no estado de Nebraska, e Las Vegas, em Nevada. Segundo ela, ao questionar a decisão, funcionários afirmaram que a medida visava garantir a “segurança e conforto” dos demais passageiros. “O que mais me incomodou foram as palavras usadas: ‘segurança e conforto’. Eles repetiam isso como robôs, sem se importar com a situação real”, afirmou Erika em entrevista à revista People. Sem alternativa, a passageira acabou comprando uma segunda passagem, escolhendo um assento na janela para o voo. Ao retornar para casa, no entanto, ela diz que não recebeu qualquer orientação semelhante no trajeto de volta. Depois de entrar em contato com a companhia, Erika recebeu reembolso da passagem extra e também um voucher de US$ 150 como compensação. Apesar da situação, ela afirmou não ter se sentido humilhada. “Eu estava com raiva. Não tenho vergonha nenhuma do meu tamanho”, disse. Dias depois, outra passageira, Grace Simpson, também relatou experiência semelhante nas redes sociais. Segundo ela, o episódio ocorreu após um voo entre Norfolk, na Virgínia, e Baltimore, em Maryland. Grace contou que já havia embarcado normalmente quando foi abordada por um supervisor no portão de embarque. De acordo com ela, o funcionário informou que outro colaborador a havia identificado como “passageira de tamanho avantajado”, o que exigiria a compra de um assento adicional. “Eu disse a ele que já tinha voado de Norfolk para Baltimore sem problemas, então não compraria outra passagem”, relatou. Segundo a passageira, o supervisor aparentava estar constrangido com a situação e acabou encontrando uma solução alternativa: ela foi realocada para um assento vazio na última fileira da aeronave, sem custo adicional. Grace afirmou que o episódio levantou questionamentos sobre os critérios utilizados pela companhia. “É difícil entender como posso passar por todo o processo de embarque e, ainda assim, se uma única pessoa decidir que eu não me encaixo nas normas, eu poderia ser retirada do avião”, desabafou. Apesar do episódio, ela disse que não registrou reclamação formal contra a companhia aérea.