Guerra: F1 adia GPs do Bahrein e da Arábia Saudita
15 Mar, 2026
DIVULGAÇÃO/FÓRMULA 1 Fórmula 1 A Fórmula 1 confirmou neste sábado (14) o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos para abril, após a escalada de tensão no Oriente Médio. A decisão foi tomada em conjunto com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e também suspende as etapas da Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy nas mesmas datas. A organização avaliou alternativas para manter as provas no calendário, mas decidiu não substituí-las no mês de abril. O campeonato segue com as demais etapas previstas, enquanto promotores e dirigentes aguardam uma melhora nas condições de segurança na região. Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1, afirmou que a medida foi considerada inevitável diante do cenário regional. “Embora tenha sido uma decisão difícil de tomar, infelizmente é a decisão correta neste momento, considerando a situação atual no Oriente Médio.” Segundo ele, os promotores locais estavam preparados para receber as corridas e colaboraram com a decisão final. Domenicali também agradeceu à FIA e às autoridades dos dois países pelo apoio e pela compreensão. Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, disse que a entidade priorizou a segurança das equipes e do público. “A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e colegas em primeiro lugar”, afirmou. Importância das etapas no calendário O Bahrein e a Arábia Saudita se tornaram etapas estratégicas para a Fórmula 1 nos últimos anos, tanto pelo investimento dos governos locais no automobilismo quanto pelo peso financeiro das corridas no calendário global. Leia também Flamengo amplia o placar contra o Botafogo; acompanhe ao vivo As odds de Endrick em Le Havre x Lyon: palpites e onde assistir Copa do Brasil terá novo critério de classificação em 2027 As duas provas costumam ocorrer no início da temporada e fazem parte da expansão do campeonato no Oriente Médio, região que passou a receber múltiplos eventos da categoria na última década. Autoridades esportivas dos dois países disseram que aguardam o retorno da categoria assim que as condições permitirem a realização segura das corridas. Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona rota no Golfo Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá. O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto. O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio. Quais armamentos são utilizados pelo Irã contra os EUA e Israel? A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo. No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas. Para autorizar a travessia pelo estreito, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa. Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem. A guerra entrou na segunda semana com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio.