Fifa obriga presença de mulheres em comissões técnicas; entenda

admin
19 Mar, 2026
Fifa obriga presença de mulheres em comissões técnicas; entenda A Fifa aprovou uma regra que exige ao menos duas mulheres nas comissões técnicas de equipes em competições femininas, incluindo cargos de liderança. A Fifa aprovou nesta quinta-feira (19) uma nova regulamentação que estabelece a presença obrigatória de mulheres nas comissões técnicas de equipes que disputam competições femininas organizadas pela entidade. A medida passa a valer já na temporada atual e tem como objetivo reduzir a desigualdade de gênero observada no comando técnico das seleções. De acordo com a nova regra, todas as equipes deverão contar com pelo menos duas mulheres no banco de reservas. Além disso, uma delas precisará ocupar obrigatoriamente um cargo de liderança, como treinadora principal ou assistente técnica. A exigência abrange todas as categorias, desde torneios de base até competições profissionais. A implementação será imediata. As primeiras competições a adotarem a nova diretriz serão os Mundiais Sub-17, Sub-20 e a Copa das Campeãs, ainda em 2026. A expectativa da entidade é que a regra esteja plenamente consolidada até a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A decisão ocorre após o cenário observado na Copa do Mundo de 2023, quando apenas 12 das 32 seleções participantes eram comandadas por mulheres. Para a Fifa, o dado evidencia a necessidade de intervenção direta para ampliar a participação feminina em funções de liderança no futebol. Diretora de futebol da entidade, Jill Ellis afirmou que a medida busca acelerar uma mudança estrutural no esporte. Segundo ela, ainda há um número reduzido de mulheres atuando como treinadoras, o que demanda ações mais incisivas para ampliar oportunidades e visibilidade. Como parte da iniciativa, a Fifa também anunciou programas de formação, bolsas de estudo e projetos de mentoria voltados ao desenvolvimento de profissionais mulheres na área técnica. A nova regulamentação impõe uma mudança imediata no mercado do futebol feminino, exigindo adaptação das federações e clubes. Ao mesmo tempo, abre espaço para a ampliação da presença feminina em funções estratégicas, historicamente ocupadas majoritariamente por homens.