Comandante da Guarda estava deitada e gritou quando ex-namorado invadiu quarto

admin
23 Mar, 2026
Foto: Montagem/ Foto: Reprodução/Instagram/@guardadevitoria_dayse Reprodução/Tv Vitória A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, estava deitada em seu quarto quando o ex-namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza , invadiu a casa e atirou contra ela . Segundo o pai da vítima, a filha gritou no momento do crime. Em entrevista para a reportagem da TV Vitória/ Record, Carlos Roberto Trindade Teixeira, pai da vítima, relatou que o policial usou uma escada para subir até a sacada da casa e arrombar a porta do quarto de Dayse . Nesse momento, a comandante teria gritado. “Eu estava no quarto, assistindo ao jogo do Flamengo e Corinthians. Depois fiquei vendo um filme. Meia-noite e meia fui dormir. Quando deu quase uma hora, aconteceu. Ele colocou uma escada, subiu, arrombou a porta. Foi quando ela gritou. Eu cheguei e ela já estava caída”, disse Carlos Roberto. Após ter efetuado disparos contra o rosto da comandante, o policial rodoviário foi até outro cômodo da casa, onde atirou contra a própria vida. No quarto e na cozinha da casa ficaram marcas de tiros. Foto: Reprodução/Tv Vitória Segundo relatos do pai, Diego já havia feito ameaças contra Dayse, afirmando que se ela o denunciasse iria matá-la, assim como matar uma colega de trabalho da comandante. A Polícia Civil informou que o ex-namorado não aceitava o fim do relacionamento e teria agido de forma premeditada , por ter levado uma escada e ferramentas para arrombar a porta. Morte da comandante O crime aconteceu 1h da madrugada desta segunda-feira. De acordo com testemunhas, Diego Oliveira de Souza chegou ao local de carro e levou uma escada, que foi utilizada para acessar a sacada da casa. A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência e, quando chegou ao local, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já prestavam atendimento. “As primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento, mas não tinha nada formalizado. Agora, depois que aconteceu o crime, que as pessoas começaram a comentar que ele era um homem ciumento, possessivo, que era extremamente controlador. Mas isso também é importante para que outras mulheres percebam que a violência não começa naquele momento em que houve o primeiro disparo que ceifou a vida dela, mas começa no primeiro controle, na hora em que ele fala que a roupa dela não é adequada ou diz ‘não vai falar com fulano’” , declarou a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar. *Texto sob supervisão da editora Elisa Rangel