Corinthians vai à Polícia para inquérito contra irmão de Duilio por suposta fraude e estelionato
24 Mar, 2026
O Corinthians levou ao 52o Distrito Policial da Capital/SP na última segunda-feira (23) uma notícia-crime contra Adriano Monteiro Alves, ex-diretor administrativo do clube e irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, requerendo investigação por suposta fraude estruturada e tentativa de estelionato. A informação foi revelada pelo portal ge e confirmada pela ESPN, que teve acesso aos documentos que integram a acusação. Segundo essa denúncia, a prática acontecia através da “utilização indevida do nome, marca, estrutura e ativos do Corinthians”. O documento relata suposta tentativa de acordo comercial em um contrato de exclusividade de 36 meses para integração do sistema de meio de pagamento no ecossistema digital do aplicativo ‘Universo SCCP’ com a empresa Plug Financeira e se baseia em alegada influência de Adriano por integrar a Comissão de Marketing do Conselho Deliberativo, além de ser irmão de um ex-presidente do clube. “O Sr. ADRIANO MONTEIRO ALVES se apresentou como pessoa influente nas decisões do Clube: além de Presidente da comissão de marketing do Conselho Deliberativo, é irmão do ex-presidente DUÍLIO MONTEIRO ALVES — circunstâncias utilizadas para conferirem indevida aparência de legitimidade às tratativas”, cita a denúncia. De acordo com a notícia-crime, em acusação negada por Adriano Monteiro Alves à ESPN, um aporte de R$ 750 mil precisaria ser feito à Plug Financeira de forma antecipada a título de sinal. Esse valor, no entanto, deveria ser pago à empresa Ervas da Amazônia Ltda, que pertence a Aldilene Francisca de Moraes, citada na denúncia como advogada e participante das conversas pelo acordo comercial. “A estrutura do negócio apresentado pelo Sr. ADRIANO revela uma aparente tentativa deliberada de conferir aparência de legitimidade institucional a uma operação privada fraudulenta, utilizando indevidamente o nome do Clube, suas plataformas digitais, seu programa de sócios e sua base de dados como instrumentos de convencimento para obtenção de vantagem econômica indevida”, avança a queixa-crime, citando três elementos que, em tese, justificariam o delito de estelionato: i) Emprego da fraude; ii) Induzimento da vítima em erro; iii) Obtenção da vantagem patrimonial ilícita em prejuízo alheio. Segundo o Corinthians, a diretoria soube do caso quando o representante da Plug Financeira esteve no Parque São Jorge para tratar pessoalmente com o presidente Osmar Stabile sobre o suposto acordo costurado em nome do clube. À ESPN, Adriano Monteiro Alves rebateu as alegações da queixa-crime, indicando um possível viés político no caso em meio à efervescência nos bastidores do Corinthians. “Lamento e repudio a divulgação de acusações sem qualquer fundamento, que acabam desviando o foco do que realmente importa neste momento para o clube, em meio a movimentos que afrontam o Estatuto e evidenciam uma tentativa de golpe. Diante disso, adotarei todas as medidas cabíveis nas esferas cível e criminal contra os responsáveis, até as últimas instâncias, em defesa da minha honra e reputação”. Ao ge, anteriormente, a empresa Ervas da Amazônia Ltda também rebateu os pontos citados na denúncia apresentada pelo Corinthians. A fim de restabelecer a verdade dos fatos e proteger a reputação institucional da empresa, esclarecemos que: A empresa foi procurada: A Ervas da Amazônia Ltda., que atua de forma lícita no segmento de consultoria técnica em gestão empresarial, foi procurada por representantes da Plug Financeira para a possível prestação de serviços. Em nenhum momento a empresa buscou a referida instituição ou terceiros para propor negócios. Inexistência de Vínculo Contratual: As tratativas preliminares não avançaram e nenhum contrato foi assinado. A minuta citada pelas reportagens é um mero documento de formatação inicial, sem qualquer assinatura ou validade jurídica. É falsa a afirmação de que houve um acordo "costurado" ou finalizado, e a Ervas da Amazônia Ltda. jamais recebeu qualquer valor referente a essa negociação frustrada. Equívocos sobre o escopo: O documento preliminar citado previa estritamente uma consultoria pontual com prazo de até 30 dias, não possuindo qualquer relação com um suposto contrato de exclusividade de 36 meses. Erro sobre as pessoas citadas: a sócia-administradora da empresa, Sra. Aldilene Francisca de Moraes, é empresária do ramo de consultoria empresarial, e não advogada, como foi erroneamente divulgado. Ausência de envolvimento político: A Ervas da Amazônia Ltda. é uma empresa de atuação técnica e estritamente comercial, não possuindo qualquer relação com disputas políticas internas de clubes de futebol ou supostas "fraudes estruturadas".