Ribeiro e Marques: O "xeque-mate" na farsa da humanidade

admin
24 Mar, 2026
Katiuscia Ribeiro e Eliane Marques no Inteligência Orgânica: questionando certezas e celebrando a inteligência da experiência e da ancestralidade Reprodução/Youtube Durante o Festival Fronteiras do Pensamento , o clima esquentou com uma provocação que vira do avesso tudo o que aprendemos sobre intelecto : para Eliane Marques e Katiuscia Ribeiro , a verdadeira inteligência não nasceu nos livros ou nas universidades , mas no corpo das cozinheiras e lavadeiras , cujas palavras começam na cozinha e sustentam o tecido social que a elite insiste em ignorar . Eliane soltou uma bomba que deve incomodar os mais conservadores ao afirmar que o próprio conceito de "humanidade" é uma fraude iluminista, gerado especificamente para segregar quem é "humano" de quem pode ser destruído ou animalizado. Nessa linha de implodir certezas, Katiuscia Ribeiro decretou o colapso definitivo do modelo de mundo ocidental, defendendo que o racionalismo cartesiano do "penso, logo existo" nos adoeceu, e que o único caminho para a cura é o resgate do "sinto, logo existo". A fofoca intelectual de bastidor é que essas vozes negras do Rio Grande do Sul estão denunciando um apagamento histórico sistêmico, revelando que aquele território — vendido como puramente europeu — possui um legado preto e quilombola que a historiografia oficial tenta neutralizar a todo custo. Entre críticas ferinas à "sociedade do like" e ao sequestro da maternidade transformada em fardo solitário, elas mostram que o futuro não será salvo pela tecnologia, mas pela ancestralidade. O papo completo no Inteligência Orgânica é um soco no estômago de quem ainda acredita que o Direito e a Razão salvam alguma coisa quando a sociedade já está em ruínas.