Repercussão cresce e autoridades cobram punição por inclusão de deputadas em álbum da Polícia Civil de PE
26 Mar, 2026
Repercussão cresce e autoridades cobram punição por inclusão de deputadas em álbum da Polícia Civil de PE Caso envolvendo Erika Hilton e Duda Salabert mobiliza políticos e amplia pressão por apuração e responsabilização no estado Clique aqui e escute a matéria A inclusão das fotos das deputadas federais Duda Salabert e Érica Hilton em um álbum de reconhecimento da Polícia Civil de Pernambuco provocou forte reação de autoridades e ampliou a pressão por investigação e responsabilização no estado. Parlamentares de diferentes partidos classificaram o episódio como grave e cobraram providências imediatas do Governo de Pernambuco. O deputado federal Pedro Campos (PSB) manifestou solidariedade às deputadas e afirmou que o estado precisa ser referência no respeito à diversidade, “nunca na reprodução do ódio”. Na mesma linha, a deputada federal Maria Arraes (PSD) classificou o caso como uma “violência institucional gravíssima”, destacando que o episódio não pode ser tratado como um erro comum e exige punição urgente dos responsáveis. A repercussão também chegou à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A deputada estadual Dani Portela (PT) afirmou que o caso evidencia como o racismo e a transfobia atravessam estruturalmente instituições públicas, mesmo quando envolvem figuras de destaque nacional. Segundo ela, medidas formais já foram adotadas para cobrar esclarecimentos, incluindo ofícios, pedidos de informação e acionamento de órgãos de controle. No âmbito municipal, a vereadora do Recife Kari Santos (PT) cobrou uma “punição severa” e classificou o episódio como racismo e transfobia institucional. Já a também vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) informou que protocolou representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, pedindo apuração rigorosa e revisão dos procedimentos adotados pela polícia. A crítica também partiu do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que classificou o caso como “revoltante” e “inaceitável”, defendendo investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Entenda o caso O episódio veio à tona após uma defensora pública identificar, durante a análise de um processo, que imagens das duas deputadas estavam incluídas em um álbum fotográfico utilizado pela Polícia Civil para reconhecimento de suspeitos. O material fazia parte de uma investigação sobre um roubo de celular ocorrido em fevereiro de 2025, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. As fotos foram apresentadas à vítima como parte do procedimento de identificação. A inclusão das parlamentares, que não têm relação com o caso, levantou questionamentos sobre os critérios utilizados na formação desses álbuns e gerou críticas quanto à possibilidade de discriminação institucional. Diante da repercussão, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que determinou a apuração do caso pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Segundo ela, a presença das imagens é inadmissível e práticas de preconceito não são toleradas no estado. O caso segue sob investigação.