Bolsas da Europa caem com incertezas no Oriente Médio e receio sobre inflação
26 Mar, 2026
Bolsas da Europa caem com incertezas no Oriente Médio e receio sobre inflação O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 1,17%, o DAX, de Frankfurt, perdeu 1,50%, o FTSE 100, de Londres, desvalorizou 1,33% e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,98% Os principais índices acionários europeus encerraram esta quinta-feira (26) em queda, diante do endurecimento do discurso entre Irã e Estados Unidos nas negociações por um cessar-fogo. O avanço do petróleo alimenta o sentimento de aversão a risco nos mercados, ao mesmo tempo que os investidores ventilam a possibilidade de altas nos juros do velho continente. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 1,17%, aos 580,59 pontos, o DAX, de Frankfurt, perdeu 1,50%, aos 22.612,97 pontos, o FTSE 100, de Londres, caiu 1,33%, aos 9.972,17 pontos, e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,98%, aos 7.769,31 pontos. O sentimento dos mercados foi afetado desde cedo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter voltado a ameaçar Teerã, ao dizer que é melhor que seus negociadores levem as conversas “a sério, agora”, antes que seja tarde demais, o que ampliou a percepção de risco no mercado. Segundo a agência Tasnim, o Irã exige reparações econômicas, soberania sobre o Estreito de Ormuz e um cessar-fogo que englobe todos os grupos envolvidos na região para dar um fim na guerra. Em resposta, Trump disse que continuará atacando o país até que ele aceite um acordo. O cenário geopolítico adverso e o avanço dos preços do petróleo fizeram com que membros do Banco Central Europeu (BCE) adotassem um tom mais conservador. Mais cedo, o presidente do banco central da Alemanha e membro do conselho do BCE, Joachim Nagel, disse que uma alta de juros em abril certamente é uma opção. A presidente do BCE, Christine Lagarde, e o vice-presidente, Luis de Guindos, salientaram, nos últimos dias, os riscos de queda da atividade econômica e do avanço na inflação que o conflito pode gerar, além de como a política monetária deve agir para que os impactos nos preços não sejam prolongados. O Goldman Sachs passou a projetar um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real de 0,7% no quarto trimestre de 2026 na zona do euro e uma inflação de 2,4% no fim do ano, depois de atingir o pico em 2,5% no terceiro trimestre. Conheça o Valor One Acompanhe os mercados com nossas ferramentas