Recordando João Paulo II, o papa que mudou o mundo em que vivemos
2 Apr, 2026
Este 2 de abril é Quinta-Feira Santa. E foi num 2 de abril, em 2005, que morreu um papa contemporâneo que está entre os maiores da Igreja Católica [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/igreja-catolica/]: João Paulo II, Karol Wojtyła. Ele foi ator antes de entrar no seminário, trabalhou em pedreira e em uma indústria química durante a ocupação nazista da Polônia [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/polonia/], perdeu o pai (que era suboficial do exército) em 1941, e em 1964 já era arcebispo de Cracóvia. Wojtyła brilhou na Polônia defendendo sempre os direitos de liberdade e a democracia, foi eleito papa em 1978, morreu em 2005, aos 84 anos, e foi canonizado em 2014. Em 1981, João Paulo II sofreu um atentado a tiros, cometido por um terrorista turco que depois lhe pediu perdão. Aquilo afetou sua saúde, mas ele ainda viajou muito. Em 1980, antes do atentado, veio ao Brasil, visitando 13 cidades em 12 dias. Eu acompanhei de perto essa visita, porque estava no Palácio do Planalto. O papa veio ao Brasil outras duas vezes, em 1991 e 1997. Eu lembro dos gritos lá em Porto Alegre: “Rei, rei, rei, o Papa é nosso rei”, “o papa é gaúcho”... Ele era de uma simpatia enorme, e o povo retribuía. WhatsApp: entre no grupo e receba as colunas do Alexandre Garcia [https://chat.whatsapp.com/DFzIbTUP9xc5PZrhwY1adp] O mundo mudou graças ao papa. Foi um trio: João Paulo II, a britânica Margaret Thatcher e o presidente norte-americano Ronald Reagan. Eles acabaram com a União Soviética. E vejam que interessante: no dia seguinte ao Natal, 26 de dezembro de 1991, a força deles foi tamanha que a União Soviética acabou se dissolvendo. Hoje há uma guerra entre a matriz da União Soviética, que é Moscou, e um antigo Estado que integrava a URSS: Rússia e Ucrânia. Na verdade, a Ucrânia era o principal produtor de cereais e de bens da União Soviética. Ontem falei de Cuba, que virou uma “república democrática socialista” num 1.o de abril de 1961; não importa o que esteja no nome oficial: um regime socialista até hoje não tem como ser também democrático. Lula tem cada vez mais motivos de apreensão A preocupação de Lula [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/lula/]anda muito grande neste ano eleitoral. Ele está meio desesperado; não encontrou um partido importante – como um PSD, por exemplo – para fazer o vice da chapa, e terá de repetir Geraldo Alckmin [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/geraldo-alckmin/], que é do PSB. Ele também está muito preocupado com a rejeição mostrada nas pesquisas. A última pesquisa em São Paulo já mostra uma distância maior: cinco pontos percentuais de Flávio Bolsonaro [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/flavio-bolsonaro/] sobre Lula no segundo turno, e uma rejeição a Lula que é de seis a sete pontos maior que a rejeição de Flávio. E agora ainda apareceu um tertius muito comentado, que é Ronaldo Caiado [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/ronaldo-caiado/]. A eleição será em outubro, e nós já estamos em abril. Daqui a pouco vêm as convenções. A eleição vai mexer com este país e será decisiva para o futuro, porque o eleitor tem de aprender a votar – o leitor que me desculpe, mas um eleitor que reelege Dilma e depois elege Lula, depois de ele ter sido condenado por nove juízes, ainda precisa aprender. Recordemos que houve as condenações, houve o recurso à segunda instância, houve a revisão, houve o recurso para a terceira instância e, ainda assim, Lula foi condenado. Só depois foi descondenado, anularam tudo, porque estavam com medo de Jair Bolsonaro. Agora, Bolsonaro está em prisão domiciliar e ungiu o filho como seu representante. É o que temos neste ano eleitoral. Dados da pesquisa mencionada na coluna: Pesquisa Atlas/Estadão feita com 2.254 eleitores de São Paulo, entre 24 e 27 de março, por recrutamento digital aleatório. Margem de erro: 2,2 pontos porcentuais. Nível de confiança: 95%. Registros: SP-00899/2026 e BR-01079/2026