Frases da Semana: “Tu gosta de fumar um bagulhinho?”
11 Apr, 2026
“Caco Antibes é um horror” — Miguel Falabella, sobre seu personagem no humorístico “Sai de Baixo”. Caco diria o mesmo de Falabella, só que com muito menos afetação. “Alguém por SP hoje querendo ir à minha peça, mas tá sem grana?” — Fábio Porchat, suposto comediante, oferecendo ingresso grátis a seus seguidores no X. Não basta o sujeito estar sem dinheiro, você também quer arruinar o bom humor dele? “Tá me estranhando? Pacto onde?” — post do Atlético Goianiense no X, respondendo a um seguidor que confundiu o clube com o Athletico Paranaense (este sim, que postou no ano passado uma peça de marketing sugerindo um pacto com o diabo). O que deve ter de sósia do Lula raspando a barba só por precaução não tá no gibi... "Tu gosta de fumar um bagulhinho?" — Romário, senador e youtuber, em pergunta dirigida ao ex-lateral esquerdo Marcelo. Eu queria saber mesmo é o que o pessoal do Senado anda fumando. Master System “Meu desejo é fazer uma coisa positiva para o Brasil” — Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre a motivação para sua possível delação premiada. Depois de financiar a operação que “salvou” a nossa democracia, o homem quer ainda mais. Um verdadeiro filantropo! “As pessoas da Classe Média, que foram essas que atacaram, elas precisam saber que a Lei é para todos” — Alexandre Barci de Moraes, multimilionário esposo de Vivi Barci de Moraes e ministro do Supremo (STF-SP). A lei até pode ser para todos. Já a interpretação dela no STF varia conforme o freguês. “Não confirmamos essas informações incorretas e vazadas ilicitamente” — alega o Barci de Moraes, maior banca de advocacia da galáxia, sobre dados da Receita que apontam o recebimento de R$ 80 milhões do Banco Master. Os vazamentos foram, de fato, muito iMoraes... Ilações 2026 “Quem defende ditadura não devia nem ser candidato” — Geraldo Alckmin, vice-presidente famoso por suas relações com ditadores e terroristas, criticando suposta postura pró-ditadura de Flávio Bolsonaro. Aprendeu direitinho com os novos amigos: ditador que se preza não perde tempo com eleição. “Não trabalho com likes” — Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência (PSD-GO), em recado a Flávio Bolsonaro. Não trabalha com likes, nem com votos. Pelo menos nisso ele é coerente. “Muita coisa aconteceu e ninguém vai fingir que não teve peso. Mas, agora, fizemos uma escolha: olhar para a frente!” — André Marinho, pré-candidato ao governo do RJ (Novo), agradecendo o apoio de Flávio Bolsonaro (de quem antes defendia a prisão). Nada como um bom óleo de peroba para esconder as rachadinhas na cara de pau. “Preferiria votar em você do que em mim” — Flávio Bolsonaro, elogiando o preparo de Tarcísio de Freitas, cogitado como candidato à presidência. Pelo visto, Flávio está com dificuldade de fechar apoio até consigo mesmo. “Incomoda todo mundo que entre os membros do Tribunal de Contas da União, não há sequer uma mulher” — Flávio Bolsonaro, prometendo lutar pela igualdade de gênero no Judiciário. Pronto, agora o voto das feministas está no papo! The People’s Gazette “Liguei para o Macron... sua esposa o trata tão mal... ele ainda estava se recuperando daquele soco no queixo” — Donald Trump, sobre os abusos que Emmanuel Macron, presidente da França, sofreria nas mãos da esposa. Triste ver que o Macron continua com aquela velha... a velha mania de ser pau-mandado. “Uma civilização inteira irá morrer esta noite” — Donald Trump, ameaçando cometer genocídio contra o povo iraniano. Muitos pensaram que era uma ameaça nuclear, mas acho que o Trump só mandou dedetizar a peruca mesmo. “Abram o maldito Estreito, seus bastardos malucos, ou vocês verão o Inferno! Louvado seja Alá!” — Donald Trump, em ultimato aos ditadores iranianos para que liberem o fluxo de petróleo na região. Mal ameaçou um ato genocida e já se converteu ao Islã? “Cidadãos dos EUA e Israel não são bem-vindos!” — cartaz do Bar Partisan, estabelecimento de extrema-esquerda caviar no RJ. Finalmente um estabelecimento para quem odeia o Ocidente, mas não perde um happy hour capitalista. “Um homem, um negro e uma mulher” — Marina Franceschini, apresentadora da GloboNews, exaltando a diversidade da missão Artemis II. Peraí, ela acha que o negro é o quê!? “Os EUA não carecem apenas de um Supremo e de um TSE. Acreditem: também lhes faz falta um Centrão” — Reinaldo Azevedo, blogueiro militante. Só assim poderão combater a democracia com sucesso. Mocinho Ney “Declaração de Neymar mostra como vai ser desafiador criminalizar a misoginia” — Milly Lacombe, comentarista de futebol progressista. Às vezes eu me pergunto: como era possível curtir um futebolzinho domingo à tarde na TV antes de inventarem a pregação feminista? “Cara, é assim que começa todo o ciclo de preconceito que nos mata todos os dias” — Renata Mendonça, comentarista da Rede Globo. Pode parecer exagero, mas eu mesmo já perdi duas amigas imaginárias vítimas de comentários machistas. “Acordou de chico e veio assim pro jogo” — Neymar Jr., criticando o árbitro Sávio Pereira Sampaio. Acho um absurdo associar mau humor, dramalhão e histeria à TPM. Como vimos, tem gente que é assim o tempo inteiro. Movimento Besteirol Livre “Esse método demora vinte e cinco minutos e é feito numa clínica de elite na cidade de SP. Eu não consigo ver motivos para não fazer” — Guto Zacarias, deputado estadual (Missão-SP) e membro do MBL, pressionando ex-namorada a cometer um aborto em áudio vazado, apesar de se posicionar politicamente contrário. Motivos para não fazer existem muitos. Mas, para fazer, admito que existe um: vai que a criança cresce e vira eleitora do Missão... “Fica estabelecida a obrigatoriedade da doação de sangue para todos os detentos que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto no território nacional” — projeto de lei de Kim Kataguiri, deputado federal (Missão-SP), obrigando presos a doar sangue. No mínimo, deveriam fazer uma triagem rigorosa para garantir que o doador não é portador de nenhuma enfermidade grave — como ser filiado ao MBL, por exemplo. “Tomei um cogumelo e tô ouvindo Wagner” — Renan Santos, pré-candidato à presidência (Missão-SP), em mensagem vazada. Expectativa: turnê internacional cercado de loiras. Realidade: nerdão sozinho no quarto brincando com fungos. A Semana do Molusco “Não foi R$ 400 milhões. Foi menos” — Lula, corrigindo Luiz Carlos Caetano (PT), prefeito de Camaçari-BA, que afirmou ter recebido R$ 400 milhões do Governo Federal como verbas destinadas à cultura. Bem feito. Foi querer mentir mais que o Lula e tomou um pito ao vivo. Respeite os profissionais! “Eu tô cozinhando paca hoje pra você” — Janja Lula da Silva, preparando animal silvestre para o marido. O Lula deve ter pedido ajuda para dar um sumiço na capivara dele, e a Janja acabou cozinhando o bicho errado. “Qual o objetivo dessa porcaria, Janja? Qual o objetivo disso daqui? Você acha o que vai acontecer com esse seu post?” — Luísa Mell, ativista ambiental, criticando almoço com paca de Janja. Mas a pergunta fundamental seria: qual o objetivo da Janja em si? “O político quando rouba, ele submerge. Quando ele faz qualquer bobagem que sai uma denúncia ele já se esconde. Eu, ao invés de me esconder, fui pra cima dos acusadores” — Lula, em (mais um) “ato falho” em que parece admitir os crimes pelos quais foi condenado no passado. Mas, chamar o Lula de “ladrão” não é um ato antidemocrático? Parece que finalmente o STF vai ter que censurar o Lula... “Eu disse ao companheiro Alexandre de Moraes: É o seguinte, você tem uma biografia histórica desse país. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia. Diga textualmente que a ‘minha mulher estava advogando, minha mulher não tem que pedir licença para mim” — Lula, relatando conselho que deu ao encrencado ministro do Supremo. Jogar a culpa na mulher para escapar da cana é uma especialidade da casa, afinal de contas. Fogo Irmão “Kkk” — Nikolas Ferreira, deputado federal (PL-MG), após Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal exilado, denunciar suposto complô dentro da direita contra a candidatura de seu irmão à presidência. Assim a kkkasa vai kkkair. “Risinho de deboche para mim, Nikolas?” — Eduardo Bolsonaro, em resposta a Nikolas Ferreira. O famoso Argumentum ex Olavo. “Tô gravando esse vídeo para tentar chamar todos para a racionalidade. É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando” — Flávio Bolsonaro, tentando apaziguar a guerra civil na direita. Flávio Bolsonaro pedindo racionalidade. Agora só falta o Lula pedir honestidade e o Moraes pedir imparcialidade. Armazém de Secos e Molhados “O Moro ‘herói’ da Lava Jato não resistiu ao teste do tempo e do caráter. Essa figura começou a ruir quando não resistiu ao canto da sereia e aceitou entrar no governo de Bolsonaro” — editorial do Estadão. Se o caráter dele continuar afundando desse jeito, logo estará assinando editorial esquizofrênico no Estadão. “Se Mônica Bergamo não fosse da Folha, se eu não fosse do Estadão e se Malu Gaspar escrevesse num blog, será que já não tinham busca e apreensão contra si?” — Carlos Andreazza, jornalista. Ele está insinuando que o STF protege certos órgãos de imprensa? Impossível! “Não tem ninguém ouvindo essa bagaça, aqui?” — José Luiz Datena, ex-apresentador de TV, reclamando da audiência de seu programa em rádio estatal. É a censura do bem: muito mais eficiente do que mandar derrubar perfil ou tirar do ar, é colocar o sujeito para apresentar um programa na Rádio Lula. “É um retrocesso cultural: as nossas elites, política e empresarial, ainda endossam a ideia de usar mulheres como objeto” — Alexa Salomão, jornalista, em reportagem sobre a presença de prostitutas nas festas promovidas por Daniel Vorcaro a autoridades. Já a objetificação de mulheres nas letras de funk, essa sim, é o mais puro avanço cultural. “Uma Organização do Tratado da América do Norte [sic], sem a América?” — manchete do The New York Times, jornal progressista americano, errando o nome da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Confiem nos especialistas. Sem Comentários “Se a vossa excelência vier pra cima de mim, pra me enfrentar aqui, nós vamos procurar a Lei Maria da Penha, porque a senhora tem a força de um homem” — Socorro Néri, deputada federal (PP-AC), em recado a Erika Hilton.