F1 anuncia mudanças no regulamento de 2026; veja as novidades

admin
21 Apr, 2026
Regulamento de 2026 sofreu críticas Reprodução Redes Sociais A Fórmula 1 anunciou um novo regulamento para a sequência da temporada de 2026. Após um começo conturbado e diversas críticas públicas dos próprios pilotos em relação às mudanças do ano passado para cá , a FIA realizou uma série de reuniões com chefes de equipe, representantes das fornecedoras de motores e pilotos para discutir e definir os novos ajustes. Foram três encontros para discutir o assunto ao longo do mês: os primeiros, nos dias 15 e 16, e o último na segunda-feira (20). Parte das alterações, já passam a valer no próximo Grande Prêmio de Miami, no dia 3 de maio. Segundo o comunicado da FIA , além de ouvir todos os envolvidos, as mudanças foram baseadas em dados coletados nas três primeiras etapas da temporada (Austrália, China e Japão). As alterações foram distribuídas em quatro pontos principais: classificação, segurança e consistência nas corridas, largadas e disputas na chuva. O objetivo, é resolver uma das principais reclamações dos pilotos e dos fãs da modalidade: a artificialidade das ultrapassagens. A necessidade de administrar energia, por conta do novo motor 5 0% elétrico do regulamento de 2026, vinha reduzindo a velocidade nas corridas e fazendo com que os pilotos pisassem menos fundo. Com isso, em vários momentos, as ultrapassagens aconteciam porque um carro estava recarregando energia, enquanto o outro gastava para efetuar a manobra, sem conseguir sustentá-la depois. O resultado era um efeito “vai e volta”, com reultrapassagens constantes. Das quatro categorias de mudanças anunciadas, apenas as relacionadas à chuva não serão aplicadas de forma imediata , já que ainda dependem de mais testes. Já as outras, serão colocadas em prática inicialmente no GP de Miami. Antonelli, da Mercedes, lidera o Campeonato Mundial de Pilotos de 2026 até aqui Reprodução Redes Sociais Confira as mudanças completas Classificação Ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia, incluindo a redução do limite máximo de recarga de 8 MJ para 7 MJ, com o objetivo de diminuir a captação excessiva e incentivar uma pilotagem mais constante em ritmo máximo. A mudança prevê uma redução na duração do superclipping para cerca de dois a quatro segundos por volta. A potência máxima do superclipping foi aumentada para 350 kW (antes era de 250 kW), reduzindo ainda mais o tempo gasto na recarga e o esforço dos pilotos no gerenciamento de energia. A alteração também será aplicada em condições de corrida. O número de etapas em que limites alternativos mais baixos de energia podem ser utilizados foi ampliado de oito para 12 corridas, permitindo maior adaptação às características de cada circuito. Corrida A potência máxima disponível por meio do boost em condições de corrida agora está limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, caso seja maior), reduzindo diferenças bruscas de desempenho. A aplicação do MGU-K é mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída da curva até o ponto de frenagem, incluindo áreas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW nas demais partes da volta. Essas medidas foram projetadas para reduzir diferenças excessivas de velocidade de aproximação, mantendo ao mesmo tempo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho. Largadas Um novo sistema de “detecção de largada com baixa potência” foi desenvolvido, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem. Nesses casos, o MGU-K será acionado automaticamente para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos nas largadas, sem introduzir qualquer vantagem esportiva. Um sistema de alerta visual associado também será implementado, ativando luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos carros afetados para avisar os pilotos que vêm atrás. Além disso, foi introduzida a reinicialização do contador de energia no início da volta de formação, corrigindo uma inconsistência previamente identificada no sistema. Corridas com chuva As temperaturas dos cobertores térmicos dos pneus intermediários foram aumentadas, após feedback dos pilotos, para melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em condições de pista molhada. A ativação máxima do ERS será reduzida, limitando o torque e melhorando o controle do carro em condições de baixa aderência. Os sistemas de luzes traseiras foram simplificados, com sinais visuais mais claros e consistentes, para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos que vêm atrás em condições adversas. As propostas finais agora serão submetidas a uma votação eletrônica do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA antes da implementação prevista.