Jogadores de Inter e Milan são investigados em esquema de prostituição
21 Apr, 2026
Resumo A promotoria de Milão investiga uma empresa que seria responsável por vender pacotes de festas que contavam com prostituição. Entre os clientes desta organização estariam pelo menos 50 jogadores da elite do Campeonato Italiano — entre eles atletas de Milan e Inter de Milão — segundo a Gazzetta dello Sport. O que aconteceu Os pacotes incluíam ingressos para eventos em casas noturnas e, depois, quartos em hotéis de luxo. Além de festas na Itália, também houve comercialização de entradas para farras em Mykonos, na Grécia. O uso do óxido nitroso, conhecido como "gás do riso" também é relatado na investigação. A substância não deixa vestígios e, por isso, passa batida pelos exames antidoping. Além dos 50 jogadores investigados, há menção a pelo menos um piloto de Fórmula 1 — os nomes são mantidos em sigilo. Na transcrição de um dos áudios divulgados pela Gazzetta dello Sport, pessoas trocam mensagens e uma delas diz que um piloto estaria interessado. Há, inclusive, a menção a uma mulher brasileira. "Vou mandar a brasileira para ele", diz uma pessoa envolvida no esquema. A clientela de estrelas do futebol passou a ser investigada por causa do Instagram. Segundo o jornal italiano, uma série de atletas seguia o perfil da empresa responsável por promover os eventos. Até o momento, duas pessoas foram detidas e estão em prisão domiciliar. Emanuele Buttini e Deborah Ronchi são os responsáveis pela empresa, que tinha sede em Cinisello Balsamo. A prostituição não é crime na Itália, desde que feita de maneira voluntário. A exploração de terceiros é considerada crime e é por isso que a empresa tem sido investigada. A denúncia diz que as mulheres exploradas recebiam 50% do valor pago pelos jogadores e demais clientes. Segundo o jornal, mais de 100 garotas estariam envolvidas com a empresa. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.