Sem Alcaraz, Djokovic precisa olhar para Roland Garros como chance rara

admin
25 Apr, 2026
Resumo Novak Djokovic está fora do Masters de Madri por conta de uma lesão no ombro direito. O sérvio, a um mês de completar 39 anos, vem tendo problemas físicos com mais frequência nos últimos anos e, consequentemente, competindo menos. Ainda assim, o veterano esteve nas semifinais dos últimos cinco slams e alcançou a decisão do último Australian Open. Nos quatro mais recentes, Nole foi superado apenas por Jannik Sinner e Carlos Alcaraz. Por isso, quando Carlos Alcaraz anunciou que não disputará Roland Garros, foi inevitável para mim deixar de pensar nas chances de Djokovic conquistar seu 25o slam e finalmente tornar-se o recordista absoluto no quesito (hoje ele divide a marca com Margaret Court, que também venceu 24 slams em simples). Costumo dizer em tom de brincadeira que quando Sinner ou Alcaraz têm algum problema físico ou correm risco de eliminação num slam, Djokovic fica a um torcicolo (de Sinner ou Alcaraz - quem restar no torneio) de se tornar o principal candidato ao título. Sim, mesmo sabendo que o sérvio vem encontrando dificuldades para levar seu corpo intacto até as retas finais. Assim, se (e admito que é um grande "se") Nole entrar em Roland Garros em condições físicas boas o bastante, será este o caso em Paris este ano. Sem Carlitos, Djokovic tem um adversário que será favorito contra ele: Jannik Sinner. Caso algo aconteça com o italiano, o sérvio estará em um cenário que ele conhece muito bem: o de favorito ao título. Sim, é bem verdade que as casas de apostas colocam Alexander Zverev à frente de Djokovic na lista da candidatos a conquistar Roland Garros. O alemão vem numa boa sequência (só perdeu para Sinner em Indian Wells, Miami e Monte Carlo) e sabe o que fazer no saibro. Já conquistou Masters 1000 no piso e levou Alcaraz a cinco sets na final de 2024 em Paris. Dito isto, se Zverev e Djokovic se enfrentarem em uma final (ou semi) em Roland Garros, que aí apostaria em uma vitória do alemão? Eu, não. Portanto, acho justo que o ex-número 1 esteja com foco redobrado para o slam do saibro deste ano. Sobretudo agora, quando não será mais preciso bater Alcaraz e Sinner no mesmo torneio. Será? Coisas que eu acho que acho: - Sei que há algumas condicionais grandes para que o cenário descrito no último parágrafo torne-se realidade. Por outro lado, quando colocamos "Djokovic" e "slams" na mesma frase, não convém duvidar demais. Djokovic pode chegar a Roland Garros em forma física boa o bastante para vencer sete jogos? Pode. Pode bater Sinner em um slam? Pode. Acabou de fazê-lo na Austrália. Pode bater Zverev? Claro que sim. Pode fazer tudo isso no mesmo torneio? Pode. Assim como pode não precisar de tanto assim para ser campeão. - Com a desistência de Alcaraz, João Fonseca já aparece am alguns top 5 nas cotações de casas de apostas. Exagero? Nem tanto. Casas de apostas trabalham com possibilidades, e é preciso considerar sempre os cenários extremos. Numa dessas extremidades, está a melhor versão de João Fonseca, e a melhor versão de João Fonseca não perde para muita gente hoje em dia. Logo, acho compreensível que as casas de apostas se protejam colocando as odds desta maneira em relação ao brasileiro. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.