STF abre licitação de R$ 249 mil para monitorar redes sociais

admin
25 Apr, 2026
O Supremo Tribunal Federal abriu edital de licitação para contratar uma empresa especializada no acompanhamento e análise da presença digital da Corte nas redes sociais. O valor máximo previsto para o contrato é de R$ 249.923,56 , e a companhia deverá realizar o monitoramento diário do tribunal e de temas correlatos. Leia a íntegra do edital (PDF – 641 kB). O pregão estabelece que a empresa contratada deve produzir relatórios com alertas de menções diárias e imediatas sobre julgamentos relacionados ao Supremo e menções aos ministros, avaliando o “potencial de repercussão” . O STF requer o envio de informações com análise qualitativa sobre as publicações, indicando o impacto e o chamado “sentimento” das interações (se positivas, negativas ou neutras). A Corte também exige um levantamento dos “principais formadores de opinião nas redes sociais que debatem sobre assuntos afetos ao STF, com análise de posicionamento e influência/capacidade de repercussão” . A empresa contratada deve acompanhar as seguintes plataformas: X (antigo Twitter); YouTube; Instagram; Facebook; TikTok; LinkedIn; Kwai; Discord. O STF sugere que a empresa forneça uma equipe mínima de quatro funcionários dedicados ao mapeamento de conteúdos relacionados ao tribunal, “assegurando que sempre haverá pelo menos um profissional disponível para o atendimento de demandas” . “A contratada deve ser capaz de entregar, no mínimo, 30 (trinta) alertas diários, podendo chegar ao aporte de 300 (trezentos) alertas em um mesmo dia, para além da entrega do relatório diário e de boletins eventuais, solicitados conforme a necessidade” , explicitou o tribunal no edital. O contrato estabelece uma vigência de 12 meses, com a entrega de relatórios diários e mensais. A empresa deverá apresentar ainda um atestado de capacidade técnica. Segundo o STF, a exigência ocorre “tendo em vista o expressivo número de usuários dos canais do STF em redes sociais e o alto volume de interações, o que demanda uma estrutura tecnológica já testada anteriormente” .