Frases da Semana: “Acerte seu tiro, senão vou acertar o meu”
25 Apr, 2026
“Os japoneses atacaram Pearl Harbor porque tinham levado com duas bombas atômicas” — Judite de Sousa, jornalista portuguesa, alegando que o ataque japonês, em 1941, foi uma reação às bombas atômicas, lançadas em 1945. Faz todo o sentido. Inclusive desconfio que a Primeira Guerra Mundial foi uma retaliação direta à Segunda. “Você fica mais produtivo, você escreve” — Renan Santos, pré-candidato à Presidência (Missão-SP), sobre os benefícios do chá de cogumelo. Esse cogumelo deve ser potente mesmo: fez até um playboy quarentão, que nunca bateu ponto na vida, ter a alucinação de que estava trabalhando. “Se eu ganhasse a eleição para a presidência, daria anistia para Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro” — Rui Costa Pimenta, pré-candidato à Presidência (PCO-SP). O Brasil está tão do avesso que o PCO acabou virando a esquerda moderada. “Vitória da causa animal. A Justiça Federal proibiu o abate de jumentos, burros e mulas em todo o Brasil” — Duda Salabert, membro da Câmara dos Deputados (PDT-MG). Mais uma grande conquista de Duda para seu eleitorado! “Ilíada, de Homero, encontrada dentro de múmia” — anunciam arqueólogos da Universidade de Barcelona. Um golpe duro no ego do brasileiro médio, que agora é oficialmente mais inculto do que uma múmia. Quilombo dos Gilmares “Daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão” — Eva do Amaral Coelho, desembargadora do TJPA, que recebeu R$ 91 mil líquidos em março, defendendo penduricalhos do Judiciário. Por isso nossos bravos magistrados fogem em massa para o Quilombo dos Gilmares, lá em Lisboa, onde gozam da mais plena liberdade regada a lagosta e uísque single malt. “Para nós, a democracia é gênero de primeira necessidade, na cesta básica de direitos fundamentais” — Cármen Lúcia, ministra do Supremo (STF-MG). Na cesta básica do STF, a democracia é, por óbvio, o papel higiênico. “Assinei sem ler” — Bessias, o “Jorge Messias”, indicado ao STF por Lula, justificando parecer favorável ao aborto em encontro com lideranças evangélicas. Um candidato perfeito ao STF: quem assina sem ler, vai julgar sem entender e condenar sem provas. “Uma das maiores inteligências jurídicas do país” — José Sarney, ex-presidente, elogiando Bessias. Dizem que Bessias ficou tão comovido que teria retribuído na mesma moeda, declarando que Sarney é, indiscutivelmente, um dos políticos mais honestos da história do Brasil. “Acerte seu tiro, senão vou acertar o meu” — Alessandro Vieira, senador (MDB-SE) que indiciou ministros do STF na CPI do Crime Organizado, respondendo a ameaças de Gilmar Mendes. Então era melhor ter mirado no Flávio Dino. Por uma simples questão de estatística. “Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entende. Imaginando que ele fala uma língua lá do Timor Leste” — Gilmar Mendes, debochando do sotaque do governador de MG, Romeu Zema (Novo). Governador, da próxima vez que quiser ser entendido por Sua Excelência, não gaste seu latim. Tente apenas coaxar. “Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se o fizermos roubando dinheiro do Estado?” — Gilmar Mendes, comparando homossexualismo à criminalidade em ataque ao governador mineiro. Cuidado, ministro... homofobia é crime inafiançável. E quem decidiu isso foi um tal de STF, não sei se o senhor já ouviu falar... “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro” — Gilmar Mendes, retratando-se após declaração homofóbica contra Romeu Zema. Sobre essa magnífica arregada, eu só tenho uma coisa a dizer, na esperança de que o ministro me entenda com a mais cristalina clareza: “grebit, grebit, croac, croac, croac, kré, kré, kré”. Fêmeosfera “Juliano, você está reproduzindo, em maior ou menor grau, um discurso que mata mulheres todos os dias. Por favor, pare e dê uma olhada” — Marjorie Estiano, cantora, criticando evento do ator Juliano Cazarré voltado para homens conservadores. Que susto! Pelo tom do sermão, cheguei a pensar que o Cazarré tinha virado a casaca e estava defendendo a “saidinha” de fim de ano para as vítimas da sociedade. “O banco não resolve nem a questão do feminicídio, nem a questão do assédio. Até resolveria se a gente pegasse o banco e batesse na cabeça do assediador” — Márcia Barbosa, reitora da UFRGS, ao inaugurar banco vermelho contra o feminicídio no campus da instituição. Tem toda razão! Lacração não resolve nada, o negócio é aplicar penas mais severas. Agora, pega leve na pancada, porque se o traumatismo for muito profundo, o meliante corre o risco de acabar ficando que nem você. “A gente vive um momento em que qualquer um faz um discurso de ódio contra uma mulher na internet e fica por isso mesmo. E isso tem levado à morte de muitas mulheres” — Janja Lula da Silva, espalhando teorias da conspiração em defesa da censura. Ou talvez o verdadeiro problema seja o triste exemplo de certas “novinhas” (e outras nem tanto assim) se jogando de braços abertos no colo de criminosos notórios... “Prefiro ser confundido com gay do que machão alfa” — Sandy & Júnior, filho do Chitãozinho & Xororó. Parabéns ao Júnior! Finalmente conseguiu emplacar o primeiro grande sucesso da sua carreira adulta. A Semana do Molusco “Muito ódio, promiscuidade, sexo e jogatina” — Lula, ao pedir mecanismo global de censura às redes sociais. Dado o nível das atividades empreendidas, era natural que Lula quisesse assumir a gerência do estabelecimento. “Eu não quero perder a minha condição de ser humano. Eu não quero virar algoritmo” — Lula, durante discurso defendendo a censura às redes sociais. Fica a dúvida: se o Lula virasse um algoritmo, ele seria o RouboCop ou o ChatGPeTralha? Sugestões nos comentários. “De nada adianta estar com a casa em ordem em um mundo em desordem” — Lula, preocupado com a situação no Irã. Mas isso não é desculpa para chutar o balde e virar vale-tudo. “Eu tive uma conversa com o diretor da Globo, para mostrar a irresponsabilidade daquele powerpoint” — Lula, gabando-se de um ataque à liberdade de imprensa que causou a demissão de jornalistas responsáveis por infográfico mostrando suas conexões com o Banco Master. Desde os tempos de sindicalista, ele tem fama de X-9 que corre para dedurar o peão para o patrão... “O presidente americano não tem o direito de tirar você do G20, porque ele não é dono do G20. Então, se prepare para ir aos EUA ficar lá na porta para entrar no G20” — Lula, defendendo o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, banido de reunião nos EUA por seu papel em promover políticas racistas contra descendentes de europeus. Foi só o Boulos ganhar um cargo no governo para começarem a articular a primeira invasão a prédio público em escala global. “Não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil” — Lula, após agente da PF ser expulso dos EUA. Imagina só a vergonha que seria se o Xi Jinping descobrisse um negócio desses, né? A Perplexocracia “A gente está com uma perplexidade, na hora em que você vê tantas pessoas apoiando a volta de um nome Bolsonaro, que é simpático à ditadura” — Arnaldo Antunes, ex-vocalistado Titãs, criticando a candidatura de Flávio Bolsonaro. O pulso ainda pulsa, mas as ondas cerebrais já não acompanham o ritmo. “Se ela quer convocar eleição, ou não, é um problema dela e do partido dela” — Lula, sobre o futuro de Delcy Rodríguez, ditadora venezuelana. Como diria Galvão Bueno, “Pode isso, Arnaldo Antunes?” Ajoelhou, Tem Que Rezar “A partir de hoje, não me considero mais católico” — Sean Hannity, apresentador da Fox News, após desentendimentos entre Donald Trump e o Papa Leão XIV. Agora resolveu que vai adorar o bezerro de ouro. “Estátuas gigantes de santos católicos brotam pelo interior do Brasil, enquanto bíblias de concreto e batistérios públicos se multiplicam em praças de periferia. O problema é que isso não é ficção” — Rodrigo Toniol, professor de antropologia da UFRJ. E pensar que o dinheiro que gastamos com o salário desses professores daria muito bem para construir uma estátua de São Expedito, o padroeiro das causas perdidas, em cada universidade pública. Confraria dos Jagunços “São grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro” — Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, defendendo as facções PCC e CV da acusação de serem organizações terroristas. Com um porta-voz desses na chefia da polícia, não sei por que as facções ainda gastam tanto dinheiro com advogados. “Retirei credenciais hoje do servidor dos EUA que aqui estava” — Andrei Rodrigues, anunciando “retaliação” após agente da PF ser expulso dos EUA por manipular o sistema de imigração no caso da prisão de Alexandre Ramagem. A PF entrou de vez na guerra contra o crime internacional. Só não sei de qual lado. “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração e estender perseguições políticas ao território dos EUA. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso” — Departamento de Estado dos EUA, ao deportar o delegado da PF Marcelo Ivo, jagunço acusado de armar a prisão de Alexandre Ramagem nos EUA. Poxa, já que estavam com a mão na massa, podiam ter prendido logo por aí. Seria um imenso favor