China veta compra de startup de IA pela Meta sem citar o motivo
27 Apr, 2026
Resumo Autoridades chinesas barraram a compra da startup de inteligência artificial Manus pela Meta. O que aconteceu China anunciou hoje que proibiu a aquisição estrangeira da Manus e determinou que as partes deixem o acordo. A decisão foi comunicada em uma nota curta da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planejamento do país. Veto foi decidido pelo Escritório do Mecanismo de Trabalho para Revisão de Segurança de Investimento Estrangeiro, ligado à comissão. O órgão afirmou que a medida se baseia em leis e regulamentos chineses, mas não explicou quais foram os motivos do bloqueio. Comissão não citou a Meta nominalmente no comunicado. A empresa norte-americana é dona do Facebook e do Instagram e havia anunciado a compra da Manus em dezembro. Meta disse que a transação seguiu as regras aplicáveis e que aguardava o desfecho da apuração. Em resposta ao veto, a companhia afirmou que o negócio "cumpriu integralmente as leis aplicáveis" e que espera "uma resolução adequada para a investigação". Por que o negócio entrou no radar de Pequim Autoridades chinesas já haviam sinalizado no início do ano que investigariam a operação. O caso chamou atenção por envolver uma grande empresa de tecnologia dos EUA comprando uma companhia de IA com vínculos relevantes com a China. Manus tem raízes chinesas, mas está sediada em Singapura. A Meta havia informado que a maior parte dos funcionários da startup trabalha no país asiático. Governo chinês afirmou em janeiro que operações do tipo precisam seguir a legislação local. Na ocasião, o Ministério do Comércio disse que empresas envolvidas em investimento no exterior, exportação de tecnologia, transferência de dados e aquisições transfronteiriças devem cumprir as regras chinesas. Meta havia tentado afastar preocupações sobre participação chinesa na empresa após a compra. A companhia disse que não haveria "nenhum interesse de propriedade chinesa" na Manus depois do fechamento do negócio e que a startup encerraria serviços e operações na China. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.