Governo eleva classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos
5 May, 2026
O Ministério da Justiça elevou de 14 para 16 anos a classificação indicativa do YouTube, conforme publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (5). Segundo a pasta, a reclassificação leva em conta a presença de conteúdo com sexo, drogas, linguagem imprópria e violência extrema na plataforma. O Ministério também considerou os chamados elementos interativos do serviço, como compras on-line, interação entre usuários, publicidade e sistemas de recomendação de conteúdo. A classificação indicativa informa a faixa etária recomendada para acesso ao conteúdo com base em riscos como violência, sexo, drogas e interatividade. Serve como orientação para pais e responsáveis, mas não impede o acesso. É o mesmo modelo usado para filmes e programas de TV. Aplicativos digitais estão submetidos a classificação indicativa desde 2015, mas, até então, era levado em conta principalmente o conteúdo audiovisual, com base em três eixos temáticos: sexo e nudez, violência e drogas. Desde outubro do ano passado, porém, a interatividade digital passou a ser incorporada como critério na definição da faixa etária recomendada para aplicativos, jogos eletrônicos e ferramentas de inteligência artificial. A portaria publicada nesta quarta atualiza a classificação indicativa para o ambiente digital com base nesses critérios. Em março, a pasta já havia alterado a classificação indicativa de oito redes sociais usadas no Brasil e passou a recomendar idades mais altas para o uso das plataformas. O Quora passou de 12 para 18 anos. Plataformas como TikTok e Kwai foram reclassificadas de 14 para 16 anos, enquanto LinkedIn, Pinterest e Snapchat subiram de 12 para 16 anos. Já WhatsApp e Messenger passaram de 12 para 14 anos. Com a aprovação do ECA Digital, essa classificação serve de referência para proteção a crianças e adolescentes. A aferição de idade surge como o principal instrumento para dar efetividade às regras, ao exigir que as plataformas verifiquem a idade dos usuários e restrinjam o acesso quando necessário. Nesse caso, menores podem ser barrados ou ter acesso limitado. Conteúdo distribuído por Folhapress