Conselho Superior do MP marca julgamento de recurso do Corinthians contra inquérito da intervenção
16 May, 2026
Conselho Superior do MP marca julgamento de recurso do Corinthians contra inquérito da intervenção O inquérito civil, aberto em dezembro de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para analisar a possibilidade de uma intervenção judicial no Corinthians, terá seu andamento decidido na próxima terça-feira, dia 19, quando o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP-SP) julgará o recurso interposto pelo clube contra a abertura da ação. Inicialmente, esse recurso seria julgado em 27 de janeiro pelo órgão. No entanto, o processo foi retirado da pauta às vésperas da data da reunião, com sua apreciação sendo adiada em sucessivas ocasiões nos meses subsequentes. A inclusão do caso para análise do Conselho Superior dependia da remessa, por parte do relator do pedido, de seu voto no sistema interno do MP, o que somente aconteceu nos últimos dias. Durante todo esse período, enquanto aguarda o julgamento do recurso do Timão, o inquérito está suspenso, sem que tenha sido possível qualquer tipo de apuração dos promotores sobre o caso, que é liderado atualmente pelo promotor André Pascoal da Silva, juntamente com Luiz Ambra Neto, responsável pela abertura da investigação sobre o tema, após recomendação feita em 2025 por Cássio Conserino, à frente de diversas investigações criminais, no MP, sobre atos das últimas gestões do clube. O CSMP-SP atua como uma instância do MP, presidida pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado, com diversas atribuições, entre elas, a de analisar recursos contra decisões tomadas pelos promotores. Ele precisa se manifestar quando uma parte envolvida em algum inquérito se posiciona contra a abertura do procedimento. O recurso do Corinthians, especificamente, será relatado pelo promotor Marcos Stefani, e a decisão do órgão pode caminhar em dois sentidos: acolher o pedido do clube, o que arquivaria o inquérito civil, ou acatar os argumentos do MP-SP, mantendo o inquérito aberto. Caso a decisão do colegiado mantenha aberto o inquérito civil, o MP-SP passará a investigar todas as alegações atualmente presentes no inquérito, incluindo não apenas os argumentos apresentados por Conserino quando recomendou a abertura da investigação, há seis meses, como também uma série de outras manifestações apensadas aos autos desde então. Uma das manifestações, por exemplo, foi feita por Romeu Tuma Júnior, presidente licenciado do Conselho Deliberativo (CD), que solicitou acesso aos autos para incluir uma manifestação em defesa do órgão interno corinthiano, relatando medidas que teriam sido tomadas para preservar a ordem institucional e tentar modernizar a administração corinthiana, como a reforma estatutária. Essa manifestação ocorreu em fevereiro. Outras demandas que deverão ser analisadas, caso o CSMP-SP rejeite o recurso do Corinthians, são os pedidos de intervenção judicial protocolados tanto pelo juiz de Direito e associado do clube Leandro Cano quanto por associados ligados ao Coletivo Voz Corinthiana, ambos protocolados em março. Outro pedido feito na mesma época, ligado ao Coletivo Salvem o Corinthians, chegou a pedir a decretação da intervenção de fora liminar, mas a solicitação foi negada pelo promotor André Pascoal. Além disso, há pelo menos dois pedidos de Conserino nos autos, reforçando seu entendimento por uma intervenção no clube. Um deles ocorreu também em março, provocado pela tentativa irregular de remoção de Tuma da presidência do CD, protagonizada pelo presidente Osmar Stabile. O outro, datado do início deste mês, foi motivado por supostas irregularidades cometidas na aprovação das contas de 2025 do Corinthians. Importante mencionar que, embora a convocação da reunião do CSMP-SP traga como "interessados" na audiência, além do Corinthians, os nomes dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, além de Roberto Moreira da Silva, o inquérito civil em si possui somente o Corinthians como parte. Segundo apurou o Meu Timão, os outros nomes mencionados surgem nesse campo devido aos inquéritos criminais abertos contra eles no MP, gerando uma vinculação entre os casos no sistema interno.