Reality show sai do ar após denúncias de violência sexual nos bastidores
19 May, 2026
A gente manda. Você recebe. Depois manda a real pra todo mundo. PROGRAMA DE CASAMENTO Reprodução/Channel 4 Married at First Sight: fenômeno no Reino Unido, reality une dois desconhecidos através das compatibilidades [Atenção: este texto pode ser sensível para vítimas de abuso sexual] Participantes do reality show britânico Married at First Sight (Casamento à Primeira Vista, em tradução livre) afirmaram que sofreram violência sexual durante as gravações. Exibida pelo Channel 4, a atração foi removida de plataformas de streaming e da grade do canal após a repercussão das denúncias reveladas nesta terça-feira (19), em uma reportagem do programa Panorama, da BBC. No programa, duas pessoas que não se conhecem precisam conviver romanticamente e estreitar laços após a avaliação de especialistas, como psicólogos e sexólogos, que combinam os perfis através das similaridades. Eles "se casam" em uma cerimônia sem validade legal. Duas participantes relataram que foram estupradas durante as gravações; uma delas diz que o parceiro ameaçou feri-la com ácido. A terceira denunciante, e única identificada, é Shona Manderson, que conta ter sido vítima de "um ato sexual não consensual" de Bradley Skelly. Os dois participaram da oitava temporada, exibida em 2023. "Eu escolhi falar porque, compartilhando minha experiência, espero contribuir para uma conversa mais ampla sobre bem-estar social e mudanças positivas", justificou Shona, em depoimento à revista Cosmopolitan UK. As mulheres apontam que o programa "não fez o suficiente" para protegê-las. Segundo a BBC, a emissora e a produtora já estavam cientes de uma das acusações e, mesmo assim, o programa foi ao ar. Além da remoção do programa do streaming e da programação, a Channel 4 também excluiu os perfis oficiais do programa das redes sociais. Uma operadora de turismo ainda anunciou a suspensão de patrocínio. As denúncias podem resultar em uma investigação policial, segundo Dan Jarvis, ministro da Segurança do Reino Unido. O Ofcom (Office of Communications), gabinete responsável por regular os serviços de comunicações do país, reforçou que as emissoras precisam ter "o devido cuidado" com participantes de reality shows. Em comunicado, o Channel 4 classificou o episódio como "graves alegações de irregularidades" e diz ter instaurado uma revisão externa sobre o bem-estar dos participantes. Priya Dogra, diretora-executiva da emissora, afirma ser solidária às supostas vítimas e reitera que os acusados negam os atos ilícitos. Já a equipe da produtora CPL alega que agiu adequadamente em todos os casos e defende que a empresa tem um sistema de proteção "padrão ouro". © 2026 Notícias da TV | Proibida a reprodução Mais lidas Política de comentários Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.