Placar de 3 a 0 será a maior barreira do Santos para anular jogo no STJD

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20 May, 2026
Resumo Para conseguir a anulação da partida contra o Coritiba, o Santos terá que convencer o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de que, além de a arbitragem ter cometido um erro de direito (aplicação equivocada da regra) na substituição por engano de Neymar, o equívoco foi suficiente para alterar o resultado do confronto. É o que consta no parágrafo primeiro do artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A impugnação de validade de partida, prova ou equivalente, por erro de direito, somente será admitida se o erro for relevante e capaz de alterar o resultado do jogo, prova ou equivalente. Por meio de um comunicado oficial, o Peixe informou nesta quarta-feira (20) que o seu departamento jurídico entrou com uma ação no órgão para solicitar a impugnação do confronto na Neo Química Arena, que terminou com o placar de 3 a 0 para o Coxa. O clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou a determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores. O que está em discussão não é a performance técnica ou o resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da Fifa. Santos, em nota Ocorre que o STJD pode interpretar que o episódio não configurou exatamente um erro de direito, mas sim uma falha de interpretação e comunicação entre o que foi tratado pelo quarto árbitro, Bruno Mota Correia, e o auxiliar técnico do Santos, César Sampaio. Placar joga contra o Peixe no órgão Contudo, mesmo que o Tribunal decida acolher o pedido inicial, o principal fator que dificulta a impugnação da partida é o resultado final do confronto. Quando Neymar acabou substituído por engano, aos 20 minutos do segundo tempo, o Coritiba já vencia o duelo por 3 a 0. Dessa forma, provar que a permanência do camisa 10 em campo teria a capacidade de alterar o resultado da partida torna-se uma missão jurídica bastante complexa. De acordo com o apurado pelo UOL, a chance de o Santos conseguir uma vitória neste processo é considerada muito pequena. Ainda assim, caso o presidente do STJD aceite a petição, ele determinará que se dê imediata ciência à CBF, para que não homologue o resultado da partida até a decisão final do órgão, e abrirá o prazo de dois dias para que o Coritiba, assim desejando, se posicione a respeito. Se o improvável acontecer e a impugnação for julgada procedente, o STJD anulará a partida, determinando a realização de uma nova. Mas é preciso ressaltar que as determinações da Fifa são extremamente rígidas e protegem o resultado de campo, o que torna a pedido santista ainda mais improvável. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.