Personagens invulneráveis são muito chatos, diz ator que vive o novo He-Man
24 May, 2026
Ter a força não é o bastante para ser interessante nos dias de hoje. Isso, pelo menos, é o que afirma Nicholas Galitzine, que vive a nova versão do He-Man nos cinemas. O ator viajou para São Paulo neste fim de semana para a Virada Cultural, que virou parte do itinerário da turnê de divulgação do filme "Mestres do Universo". O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de junho e marca a retomada do personagem nas telonas, depois de uma primeira adaptação nos anos 1980 com Dolph Lundgren. Galitzine diz em entrevista à Folha que gostou de viver o herói musculoso nas telonas porque a produção tem uma visão vulnerável do protagonista. Segundo o ator, os dramas do príncipe Adam —alter ego do He-Man— oferecem uma interpretação humana do guerreiro de Etérnia. "Isso foi a primeira coisa com a qual me conectei ao Adam", diz Galitzine. "Personagens todo-poderosos, que são despidos do elemento humano e incapazes de falharem ou de ficarem vulneráveis, eles acabam sendo muito unidimensionais e chatos." Com o novo He-Man, porém, o ator viu uma possibilidade de explorar um outro lado do papel a partir da relação de Adam com o pai, rei de Etérnia. "Ele sofre para seguir em frente com a vida porque ele meio que está preso na vida, como uma criança." Galitzine se junta à atriz Camila Mendes, que vive Teela no longa, e ao diretor Travis Knight em um evento de divulgação do filme neste domingo (24), na avenida Paulista, em meio à Virada. A partir das 14h, o público poderá curtir um trio elétrico com os atores, além de treino, aula de fit dance e show do Trem da Alegria.