Tecnologia brasileira pode revolucionar tratamento de doenças de pele

admin
7 Jun, 2026
Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo nanopartículas com capacidade de transportar moléculas de RNA terapêutico até as células cutâneas (as que compõem a pele) e silenciar os genes responsáveis por inflamações crônicas. A tecnologia pode tornar o tratamento de doenças de pele como psoríase e vitiligo, mais preciso e eficiente. A iniciativa está sendo realizada por cientistas vinculados ao laboratório NanoGeneSkin, da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, no interior paulista. Os resultados da pesquisa foram apresentados, nessa semana, na Fapesp Week Londres, um simpósio internacional promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no Reino Unido. LEIA TAMBÉM: Prefeitura avalia tecnologia modular para habitação e resposta a enchentes Instituições como o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Nanotecnologia Farmacêutica e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também tem apoiado os trabalhos. “Iniciamos, há 20 anos, esse trabalho de pesquisa e adquirimos, ao longo desse tempo, experiência na obtenção e caracterização de nanopartículas lipídicas para liberar não só fármacos, mas também os RNAs de interferência [moléculas que interagem com os genes-alvo], com o objetivo de tratar doenças cutâneas crônicas, como a psoríase, o câncer de pele e o vitiligo”, destaca a coordenadora do NanoGeneSkin e do INCT, Maria Vitória Bentley, em entrevista à Agência Fapesp. Com informações do site Metrópoles