Copa do Mundo terá ecossistema tecnológico da Lenovo

admin
11 Jun, 2026
A Copa do Mundo 2026 , que começa nesta quinta-feira, 11, terá um ecossistema tecnológico desenvolvido em parceria com a Lenovo . Entre as principais inovações do torneio estão ferramentas como o Fifa AI Pro, o Smartway Finding, o Referee View e os avatares digitais. A empresa também cuidará da infraestrutura local, incluindo o uso de gêmeos digitais. Todos os 16 estádios que sediarão as partidas terão estrutura de rede, servidores e armazenamento no local, com o propósito de garantir que todo o fluxo de dados seja em tempo real. Para a Lenovo, o espaço na competição é visto como uma oportunidade para ela mudar a percepção do público geral e de outras companhias. De acordo com Valerio Matheus, gerente geral de serviços e soluções da Lenovo América Latina, a ideia é mostrar que a empresa não produz apenas hardware , mas software também. Hoje, além da Copa do Mundo, a Lenovo também é responsável pela tecnologia da Fórmula 1 e tem uma parceria com a Ducati, escuderia que disputa o Moto GP. IA camisa 10 Entre as novidades no torneio está o Fifa AI Pro, modelo focado no futebol, com um banco de dados robusto de atletas e performances em campo, além de análise de vídeos das partidas. Dessa forma, ele entrega a todas as equipes análises táticas no pré e pós-jogo, avalia problemas de posicionamento ou performance em campo e o comportamento dos adversários, exibindo gráficos e até um campo virtual. Algo que era uma preocupação da federação. Segundo Matheus, o Fifa AI Pro saiu de um bate-papo entre a Lenovo e a entidade, que comentou sobre as discrepâncias estruturais entre as seleções do Mundial. Sem o modelo, as comissões técnicas mais afortunadas contam com profissionais que analisam dados e auxiliam o técnico na tomada de decisões. “É algo mais manual, que exige um ‘exército’ de analistas, algo que só as federações com mais recursos podem construir”, explica o gerente geral da Lenovo. Apesar do enfoque, ele destaca que isso não faz a IA ser engessada. “Se você perguntar à ela sobre a história das pirâmides do Egito, é possível que saiba responder, talvez sem tanta precisão. Por outro lado, se a questão for sobre a seleção brasileira nas últimas três copas, de certo, ela trará um comparativo e análises desses times”, diz o executivo. Olho no lance As inovações também estarão em diferentes segmentos dos estádios, das arquibancadas ao campo. Através de gêmeos digitais, a Lenovo entregará um mapa detalhado e em formato 3D dos estádios, pelo qual o usuário poderá se localizar, identificar seu assento, além de encontrar restaurantes e ativações. A organização do evento também se beneficiará com novos recursos. Pelo Smart Wayfinding, uma integração entre câmeras e inteligência artificial, ela poderá monitorar o fluxo de pessoas em portões e corredores do local. A ideia é evitar tumultos, fazendo eventuais redirecionamentos, como na entrada ou na saída do estádio. Já dentro de campo, a inteligência artificial ajudará o torcedor a ver se realmente o árbitro estava de olho no lance. Em alguns jogos é comum que o juiz tenha uma câmera acoplada no peito ou na cabeça. A questão é que durante as corridas, a imagem não é das melhores. Para isso, a empresa de tecnologia inseriu uma infraestrutura dedicada ao processamento de imagens, que com o auxílio de uma IA, estabiliza o que está sendo capturado, chamada de Referee View. O VAR terá um novo reforço, com os avatares digitais, tecnologia 3D, capaz de girar a câmera em diferentes ângulos e até aproximá-la, o que garante uma melhor visualização do lance, algo que nem sempre é oferecido nas transmissões. A simulação usa o sensor que fica na bola para identificar o exato momento do passe e insere os atletas na mesma posição em que estavam na jogada que resultou no gol, os quais, de acordo com Matheus, são reproduzidos milimetricamente fieis a suas dimensões na vida real. Em entrevista a Mobile Time, de toda a infraestrutura da Lenovo na competição, o executivo revelou que essa tecnologia é a mais aguardada por ele. Sobre palpites, o executivo torce pelo hexa, mas revela que ficaria feliz com o troféu nas mãos de qualquer país latino. Foto: Data center da Fifa. Divulgação/Lenovo.