GWM Haval H6 híbrido flex é o melhor SUV chinês? Veja primeiras impressões
16 Jun, 2026
Resumo O GWM Haval H6, sem dúvidas, é o carro mais importante da marca chinesa no Brasil. O SUV híbrido foi o primeiro a desembarcar por aqui, o primeiro a ter a produção nacional confirmada e é o primeiro em vendas desde o lançamento, em 2023. A marca chinesa sabe disso e deu mais um título ao modelo: o primeiro híbrido flex fabricado no país, em Iracemápolis (SP). O SUV só não foi o primeiro híbrido que bebe etanol do mundo porque a fabricante correu e lançou o Tank 300 flexível meses atrás na China e já é oferecido em território nacional. Com motor flex, o H6 ficou mais potente, mais econômico e mais rápido. Mas a pergunta é: seria o Haval o melhor SUV chinês? Veja o preço do GWM Haval H6 2027: - Haval H6 One - R$ 199.900 - Haval H6 HEV 2 - R$ 225.000 - Haval H6 PHEV19 - R$ 250.000 - Haval H6 PHEV35 - R$ 290.000 - Haval H6 GT - R$ 326.000 Antes da resposta, vamos aos fatos. Agora toda a linha do Haval H6 é flex - tanto as versões híbrida plenas (HEV) quanto às plug-in (PHEV). A GWM desenvolveu o conhecido motor 1.5 turbo para trabalhar com etanol. São novas bombas de combustível de baixa e alta pressão, bicos injetores com geometria específica, além de novas velas também. Algumas peças internas foram revisadas, como sedes de válvulas, juntas, vedações, pistão e outros componentes que têm contato com o etanol. Já o sensor de etanol integrado ao sistema de gerenciamento eletrônico identifica em tempo real qualquer proporção de mistura entre gasolina e etanol e recalibra automaticamente a estratégia de funcionamento do motor. Os 150 cv e 24,5 kgfm foram mantidos. O que isso muda? Bom, na esteira dessas mudanças sob o capô vieram alterações no câmbio e na bateria. A melhora no consumo fica entre 4,2% e 14% dependendo da versão. A força subiu 5 cv nas opções HEV - que agora têm 248 cv - e foram mantidas nas outras: 326 cv (PHEV19) e 393 cv (PHEV35 e GT). A PHEV19 traz um novo câmbio DHT, com as mesmas duas marchas, porém otimizado. O resultado é a melhor eficiência, desempenho e autonomia elétrica - que passou de 73 km para 77 km, segundo o Inmetro. Estas duas últimas, inclusive, perderam mais de 13 kgfm de torque. Na contramão, ficaram mais rápidas: 0 a 100 km/h passou de 4,8 s para 4,7 s, de acordo com a marca chinesa. A explicação também está no novo câmbio DHT de quatro marchas - e não mais duas - que veio do Wey 07. A configuração ainda pode rodar agora 126 km sem gastar combustível - antes eram 119 km. A GWM só manteve o visual e o interior inalterados na linha 2027. Mas pudera. O SUV recebeu o primeiro facelift no final do ano passado depois de três anos. Como anda? A GWM escolheu a plana cidade de Brasília para o curto test-drive da nova linha. Além da falta de relevo (o que contribui para o consumo) e estar junto de representantes do Governo Federal, que incentiva o uso cada vez mais do etanol como uma matriz energética alternativa, a capital do país é o berço da eletrificação no Brasil pela isenção do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) para elétricos e híbridos - independente do local da fabricação. Mesmo com o breve contato, que não passou de 20 km, o H6 mostra porque é um dos SUVs híbridos mais vendidos do Brasil. Confesso que não havia experimentado o H6 pós-reestilização, mas agora eu posso garantir: mudou bastante. E não foi só design. Volante, freios, interior e comportamento dinâmico melhoraram muito. O primeiro percurso foi com a configuração híbrida plena HEV2, uma das mais vendidas. E foi surpreendente. Claro que os 5 cv a mais em relação à linha antiga são imperceptíveis, mas os 248 cv dão uma celeridade impressionante ao SUV - ainda mais se tratando de um HEV. Uma pressionada mais ríspida no acelerador e o SUV, com mais de 54,5 kgfm de torque, responde bem, o velocímetro sobe bem ligeiro. Com a mexida na bateria, que, apesar de menor capacidade (caiu de 1,67 kWh para 1,53 kWh), agora é de segunda geração e mais eficiente. O local do componente também mudou: saiu de sob o porta-malas para o assoalho. Com mexidas no gerenciamento, o H6 ficou 0,3 s mais rápido - com 0 a 100 km/h em bons 7,6 segundos. E na hora de frear, o pedal não é mais esponjoso e inoperante e o motorista não acha mais que vai bater a cada freada. O Haval consegue entregar um ótimo equilíbrio entre potência e um rodar civil no dia a dia. Outro benefício é o consumo, que ficou até 14% melhor. Os números a gasolina que eram de 14,7 km/l (cidade) e 11,4 km/l (estrada) agora são de 15,8 km/l (cidade) e 13 km/l (estrada). Já com etanol, a nova média é 10,2 km/l (urbano) e 9 km/l (rodoviário). Pipipi... Depois do HEV2 chegou a hora de andar no poderoso PHEV35. E como diria o jogador Bruno Henrique: é outro patamar. Em menos de 5 s o velocímetro já marca 100 km/h. A bateria despeja a força inicial e o motor a combustão entra para gerar ainda mais um suporte no desempenho. É uma arrancada bastante robusta. E isso vem acompanhado de eficiência. As opções PHEV35/GT flex agora tem médias de 22,8 km/l (cidade) e 18,1 km/l (estrada) com etanol e 30,7 km/l (urbano) e 26,1 km/l (rodoviário) com gasolina - número relativos ao modo elétrico. Em termos de comparação, antes o consumo era de 29,3 km/l (urbano) e 25,3 km/l (rodoviário). Um ganho de quase 5%. Em termos de direção, o volante poderia entregar ainda uma melhor resposta para o motorista em termos de sensação de controle. Já o acerto de suspensão do H6 não chega a ser rígido, até porque é um SUV voltado para o conforto. Mas tem um bom balanço entre filtrar as imperfeições, não deixar o carro chacoalhar muito, conter as rolagens de carroceria e ainda entregar um desempenho compatível em curvas mais fechadas. Mas em comparação com rivais chineses talvez seja o melhor acerto dinâmico "Made in China". O que não mudou foi o "pipipi" na cabine. Os alertas, principalmente do sistema que "lê" o motorista, diminuiu, mas ainda incomoda bastante. Não se pode bocejar ou até mesmo olhar rapidamente para o retrovisor direito para acompanhar o tráfego e o H6 "reclama" visual e sonoramente. O assistente de manutenção de faixa de rodagem também é bastante intrusivo e faz correções intrusivas, o que pode assustar quem está dirigindo. Dá para desligar? Sim, mas toda vez que o carro é desligado, estas configurações são resetadas e voltam a ser ativadas. Jaecoo 7, BYD Song Plus, Geely EX5 EM-i, Jetour S06, GAC GS4, entre outros, precisam se mexer e ser primeiro em alguma coisa. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.