Thomas Partey perde recurso para obter visto canadense antes de jogo de Gana

admin
16 Jun, 2026
Thomas Partey perde recurso para obter visto canadense antes de jogo de Gana Um tribunal canadense indeferiu nesta terça-feira um recurso apresentado pelo meia ganês Thomas Partey, após ele ter sido impedido de entrar no país para a partida de sua seleção contra o Panamá pela Copa do Mundo. Na semana passada, o governo canadense negou o visto a Partey, de 33 anos, o que levou seus advogados a entrarem com um recurso de última hora no Tribunal Federal de Ottawa. As Estrelas Negras enfrentam o Panamá pelo Grupo L, em Toronto, nesta quarta-feira. Ao indeferir o recurso, o juiz Roger Lafreniere escreveu que Partey buscava uma "medida cautelar extraordinária e obrigatória" que exigiria que o Canadá anulasse uma "decisão de inadmissibilidade proferida legalmente e facilitasse sua entrada para um evento específico". Antes do veredicto, a advogada de Partey, Mackeda Bramwell, havia dito à Reuters que eles estavam esperançosos quanto a um desfecho positivo. Bramwell afirmou que Partey não entraria com recurso caso o juiz decidisse contra ele. Ela não respondeu em um primeiro momento a um pedido de comentário da Reuters após a decisão do juiz. O ex-meia do Arsenal responde a acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele negou as acusações. O governo dos EUA concedeu um visto a Partey, mas as autoridades de imigração do Canadá afirmaram que, de acordo com a legislação canadense, cidadãos estrangeiros podem ser considerados inadmissíveis mesmo sem uma condenação no exterior. "Quando há motivos razoáveis para acreditar que um ato que levaria à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele pode ser considerado inadmissível no Canadá", disse à Reuters um porta-voz do Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá. Em Gana e entre a diáspora ganesa no Canadá, a recusa do visto a Partey gerou raiva e frustração entre os torcedores da seleção nacional. Em entrevista à Reuters na segunda-feira, Akua Mensah, de 45 anos, canadense de origem ganesa, disse que a decisão do governo canadense foi lamentável. (Divya Rajagopal, em Toronto)