Conexões 5G superam 3,1 bilhões e devem ultrapassar o 4G até 2027, diz Ericsson

admin
18 Jun, 2026
As assinaturas de serviços 5G ultrapassaram a marca de 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Ao longo de 2025, foram 600 milhões de adições e, com isso, a tecnologia representa um terço de todas as conexões móveis ao final do ano passado. Além disso, metade de todo o tráfego mundial de dados móveis já é transportado por redes móveis de quinta geração. Os dados são do novo Ericsson Mobility Report , lançado nesta quarta-feira, 17. Até o final de 2027, a expectativa é que o número de assinaturas 5G aumente em 1,2 bilhão em comparação com o final de 2025, superando o 4G como principal tecnologia de acesso móvel em número de assinaturas, nove anos após seu lançamento. Vale dizer ainda que durante o primeiro trimestre de 2026, houve adição de 162 milhões de novas assinaturas globais. O crescimento do tráfego de dados nas redes móveis continuou superando as expectativas, registrando alta de 22% entre o primeiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. Penetração do 5G por região A América do Norte tem a maior penetração (79%), seguida pelo Nordeste Asiático (60%), pela Europa Ocidental (54%) e pelos países do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã), com 53%. A América Latina encerrou 2025 com 14% de assinaturas 5G e a estimativa é que, em 2031, a porcentagem chegue a 68% na região. E, no caso do 4G, a tecnologia encerrou o ano passado com 69% de todas as assinaturas e em 2031 deverá ficar em 28%. “Embora a região ainda tenha uma base relativamente pequena, de cerca de 110 milhões de acessos 5G, projeta-se que a grande base total de assinantes impulsione as conexões 5G para 550 milhões até o final de 2031”, diz o relatório da Ericsson. O estudo avalia que a implementação da rede de quinta geração móvel SA (Standalone) tem sido mais lenta do que o esperado. “No entanto, a implantação pioneira do 5G SA com 5G Advanced, network slicing (fatiamento de rede) e arquiteturas abertas programáveis deve impulsionar uma onda mais ampla de transformação digital”, projeta.