X-Men | A História de Origem do Apocalipse

admin
26 Jun, 2026
7–10 minutos O Apocalips e é, sem dúvida, um dos personagens mais complexos e imponentes de todo o universo mutante na Marvel Comics. Sua verdadeira origem e as motivações por trás de suas ações envolvem uma teia de histórias que misturam antigas civilizações, viajantes do tempo e uma filosofia implacável de sobrevivência do mais apto. Com a chegada da segunda temporada de X-Men ’97 , este é o momento ideal para focar na origem do Apocalipse, seja para guiar os novos leitores ou para refrescar a memória de quem já acompanha os quadrinhos. A História de Origem do Apocalipse A primeira história de destaque é “Rise of Apocalypse”, escrita por Terry Kavanagh, que começou no final de 1996 e foi concluída em 1997. Esse quadrinho estabeleceu que o vilão nasceu originalmente no antigo Egito, sob o nome de En Sabah Nur, dentro do clã Akaba. No entanto, sua aparência física foi interpretada como um mau presságio, o que levou à sua expulsão do clã. Ele acabou sendo descoberto por Baal, líder de um grupo nômade chamado Sandstormers. Baal tinha a convicção, por razões não explicadas inicialmente, de que En Sabah Nur estava destinado a destronar o tirânico Faraó do Egito. E é aí que entra o quadro geral da história, que na verdade funciona como um retcon da edição número 19 de Quarteto Fantástico, de Stan Lee e Jack Kirby. Essa edição clássica introduziu o personagem Rama-Tut, que hoje sabemos ser uma das muitas personalidades de Kang, o Conquistador. Kang viajou para o antigo Egito e dominou a região, com o plano de expandir sua esfera de influência pelos séculos seguintes. Como viajou do futuro, Rama-Tut sabia que En Sabah Nur se tornaria o incrivelmente poderoso Apocalipse. Seu objetivo real no Egito era simplesmente aguardar o despertar dos poderes do jovem, tomá-lo para si e usá-lo como arma de conquista global. Sem saber de nada disso, ao atingir os 17 anos, En Sabah Nur passou por um rito de passagem: uma luta brutal até a morte contra os outros jovens de sua tribo. Como seus poderes mutantes já haviam começado a se manifestar em forma de superforça, velocidade e durabilidade, somados ao ódio que os outros membros da tribo (exceto Baal) sentiam por ele, Nur usou essa hostilidade como combustível e aniquilou todos os oponentes. Após o rito, Baal levou o jovem para os escombros da antiga nave de Rama-Tut, revelando a verdade sobre o Faraó ser um viajante do futuro e mostrando o “Olho das Eras” — um artefato que detalhava o destino grandioso do jovem. Mas, ao mesmo tempo que isso acontece, Rama-Tut descobre que os poderes do garoto estão começando a se manifestar. Ele então envia suas forças, lideradas por seu grão-vizir, Ozymandias, atrás dos Sandstormers. O problema é que as forças de Ozymandias não estavam preparadas para enfrentar os nômades em seu próprio território. O resultado é que ocorre um desabamento que acaba prendendo En Sabah Nur e Baal no sistema de túneis onde ficava a nave de Rama-Tut. Além disso, toda a força enviada por Ozymandias é morta pelos Sandstormers ou consumida pelo deserto no desmoronamento. Ozymandias acaba fugindo de volta para relatar o fracasso ao Faraó. Presos nos túneis por cerca de uma semana, Baal explica tudo o que sabe. Ele conta que a nave de Rama-Tut caiu ali com fogo nos céus. O viajante chegou gravemente ferido, foi resgatado e curado pelos Sandstormers. Enquanto exploravam a nave, Baal descobriu o “Olho das Eras”, um artefato que continha todo o conhecimento futuro de Rama-Tut — e foi assim que Baal soube o quão poderoso En Sabah Nur se tornaria. Após se recuperar, Rama-Tut exigiu o artefato, mas como Baal se recusou a entregá-lo, o viajante do futuro usou sua tecnologia avançada, assumiu o controle do local e matou ou capturou a maior parte da tribo. O grupo que restou era apenas uma pequena fração do original. Rama-Tut então se declarou Faraó e simplesmente esperou o nascimento de En Sabah Nur. Pouco tempo depois de contar essa história, Baal morre na caverna devido aos ferimentos e aos perigos do local, pedindo em suas últimas palavras que o rapaz abrace seu destino. En Sabah Nur aceita o fardo, mas não ataca Rama-Tut de frente na primeira oportunidade. O que ele faz é se infiltrar como um dos escravos que trabalham na construção das pirâmides. Em um momento de descanso, Ozymandias o chicoteia e o chuta do alto da pirâmide. Na queda, seus poderes o salvam e ele tem um vislumbre dos deuses egípcios, que lhe dizem que ele não deveria morrer ali e que estava destinado a algo maior. Por um breve instante, seus poderes se manifestam e ele flutua. Imeditamene, os outros escravos ao redor começam a vê-lo como um messias e passam a protegê-lo. Como ainda estava ferido, ele acaba caindo, é enrolado em panos e levado para a câmara mortuária de Rama-Tut — o último lugar que o Faraó procuraria, escondido bem debaixo do seu nariz. Lá, ele conhece Nephri, irmã de Ozymandias, que cuida dele e os dois se apaixonam. Nephri vinha das antigas linhagens de sangue do Egito e acreditava fielmente nos velhos deuses egípcios. Eventualmente, ambos são capturados. Rama-Tut percebe que a melhor maneira de ter os escravos ao seu lado é forçar o “salvador” deles a se curvar. Ele manda En Sabah Nur se ajoelhar, mas o rapaz se recusa a reconhecê-lo como Faraó ou deus. A resposta de Rama-Tut é remover as ataduras de Nur e revelar sua aparência para tentar desacreditá-lo. Curiosamente, não é a reação dos escravos que parte o coração de En Sabah Nur — ele já estava acostumado com isso nos Sandstormers. O que o devasta é a resposta de Nephri. Era a primeira vez que ele experimentava um amor significativo, mas ela acha a aparência dele grotesca. O mutante se revolta e foge, enquanto Nephri é jogada em um fosso cheio de víboras. En Sabah Nur volta para salvá-la, maso ver sua aparência de perto, Nephri o rejeita completamente. Quando Ozymandias aparece (já que Nephri era apenas uma isca), os poderes de controle estrutural do corpo de Nur se manifestam totalmente. Vendo sua aparência, sua falta de crença e sua fúria ensandecida, Nephri corre para os braços do irmão. Nesse momento, o Apocalipse se manifesta de forma completa e começa a destruir todo o reino do Faraó. É aqui que os eventos de Quarteto Fantástico #19 entram em jogo. O conflito ocorre em duas frentes: Rama-Tut é forçado a focar no Quarteto Fantástico, enquanto suas forças lidam com o Apocalipse. Rama-Tut é obrigado a fugir de volta para o fluxo do tempo, perseguido pelo Quarteto. Restam apenas Ozymandias e o Apocalipse, que está devastando tudo em seu caminho. Ozymandias foge para a nave deixada para trás por Rama-Tut e percebe que o Faraó nunca foi um deus. O Apocalipse chega, usa a tecnologia da nave para transformar Ozymandias em pedra e o obriga a se tornar seu cronista. Seguindo essa história, o Apocalipse passa a viajar pelo mundo. Mas as coisas ficam um pouco confusas aqui, especificamente com a Era de Krakoa. Em um evento chamado Before the Fall, a Marvel lançou uma história chamada Heralds of Apocalypse. Ela nos mostra os primeiros dias do vilão após sair do Egito, mas apenas nos joga na situação, estabelecendo que ele vivia na ilha de Okkara com sua esposa Genesis (cuja origem desconhecemos) e seus quatro filhos, que se tornariam Fome, Guerra, Pestilência e Morte. Okkara era um lugar pacífico, até que demônios do vilão Aniquilação, vindos da dimensão de Amenth, invadiram a Terra. Como era uma guerra de atrito sem fim, o portal precisava ser fechado pelo lado de dentro. Genesis e os mutantes cruzaram o portal para Amenth e o selaram. Isso cortou Okkara ao meio: a parte na Terra virou Krakoa, e a de Amenth virou Arakko. Isso mudou as motivações do Apocalipse: ele não testava mais as civilizações apenas por sua crença darwinista, mas sim em busca de seres poderosos para o dia em que o portal se abrisse novamente, seja pelos demônios ou para resgatar sua esposa. Isso nos leva às edições 26 e 27 de Cable & Deadpool, que introduzem o “Viajante” (que na verdade é o Cable). Durante os anos, Cable viajou no tempo tentando matar Apocalipse. O vilão nunca entendeu o porquê, mas como era muito resistente, sempre sobrevivia. Em algum momento de sua jornada, o Apocalipse havia encontrado tecnologia dos Celestiais, mas não sabia como usá-la por ser muito primitivo. Cable reapareceu para atacá-lo, e no conflito, Apocalipse cortou o braço do viajante. Quando Cable recolocou o braço e voltou para o futuro, um pedaço do seu vírus tecno-orgânico ficou para trás e infectou o vilão. Para quem se perguntava como ele deixou de ser apenas um cara com força e controle de tamanho para se tornar um ser que pode conceder qualquer poder a si mesmo: foi assim. O vírus tecno-orgânico permitiu que o Apocalipse se comunicasse com a nave Celestial e conversasse com Eson, O Pesquisador. Eson deu a ele uma escolha: adotar a tecnologia e ganhar um poder incrível, sabendo que os Celestiais voltariam um dia para cobrar, ou dar as costas e esquecer o que viu. Apocalipse escolheu a tecnologia, e se tornou essa versão ultrapoderosa que conhecemos hoje. Leia mais: Siga o O Vício no Google e não perca nada sobre Cultura Pop! 10 Fatos sobre a She-Ra He-Man: Conheça a história da Espada do Poder He-Man | 10 Fatos sobre Esqueleto O post X-Men | A História de Origem do Apocalipse apareceu primeiro em O Vício .