Juíza da Suprema Corte dos EUA recebeu ingressos da gravadora de Bad Bunny
29 Jun, 2026
Compartilhar matéria Sonia Sotomayor, juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos, recebeu mais de US$ 4.000 (R$ 20 mil) em ingressos da gravadora porto-riquenha do cantor Bad Bunny. As informações constam em um relatório de transparência financeira divulgado nesta segunda-feira (29). Sotomayor, integrante da ala liberal da Corte, declarou ter recebido US$ 4.333 em ingressos para shows da Rimas Entertainment “para um show, para mim e convidados, enquanto eu estava em uma viagem particular a Porto Rico em agosto de 2025”. Leia mais: - Bad Bunny é o primeiro artista latino a arrecadar US$ 1 bilhão com turnês - Bad Bunny encontra o papa Leão em passagem do pontífice pela Espanha - Show de Bad Bunny é celebração de Porto Rico Naquela época, a superestrela Bad Bunny realizava uma residência artística com várias apresentações em Porto Rico, que durou várias semanas. Essa foi uma das várias revelações notáveis dos relatórios anuais de divulgação dos ministros da Suprema Corte e de outros membros do Judiciário, tornados públicos nesta segunda-feira. Os ministros declararam mais de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) em pagamentos de editoras por livros e viagens pelo país para promover essas obras. No entanto, o fato também ressaltou a falta de detalhes disponíveis nos relatórios: em nenhum momento o relatório de Sotomayor menciona explicitamente a qual show ela compareceu. Um porta-voz da Corte não respondeu a perguntas sobre o relatório de Sotomayor. Suprema Corte dos EUA em Washington • 26/11/2021 REUTERS/Will Dunham A juíza Ketanji Brown Jackson, indicada pelo ex-presidente Joe Biden, declarou US$ 1,2 milhão (R$ 6,23 milhões) em receitas de adiantamento por um livro da editora Penguin Random House. Jackson continua viajando pelo país para promover seu livro de memórias, “Lovely One”, publicado em 2024. Recentemente, ela lançou uma versão de seu livro voltada para o público jovem adulto. A juíza Amy Coney Barrett, última indicada do presidente Donald Trump para a Suprema Corte, declarou quase US$ 850.000 (R$ 4,4 milhões) em receitas do Javelin Group, que publicou no ano passado seu primeiro livro, “Listening to the Law”. O juiz Neil Gorsuch, de orientação conservadora, também tem participado de eventos para promover um livro infantil de sua autoria focado na Declaração de Independência. Gorsuch declarou US$ 300 mil (R$ 1,5 milhões) em rendimentos de direitos autorais no ano passado, provenientes da HarperCollins Publishers. Os juízes da Suprema Corte americana que recebem mais de US$ 300.000 por ano são proibidos de receber mais de cerca de US$ 30.000 (R$ 155 mil) anuais em rendimentos externos. A receita proveniente de livros está isenta dessa política, o que cria um incentivo para que os nove magistrados escrevam sobre temas que vão além de suas opiniões. O juiz conservador Samuel Alito solicitou mais tempo para apresentar seu relatório anual, conforme tem sido seu costume ao longo dos anos. Os ministros também listaram diversas viagens realizadas ao exterior e dentro dos Estados Unidos. Barrett, por exemplo, informou ter viajado a Londres no outono passado para um “workshop de teoria jurídica” custeado pela Faculdade de Direito da Universidade de Notre Dame. Gorsuch viajou a Praga em julho para um “programa educacional” patrocinado pela Universidade George Mason. Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original TópicosBad BunnyEstados UnidosPorto RicoSuprema Corte dos EUA Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Léo Lopes