Jaspion: como eram feitas as cenas de Daileon, robô gigante do personagem
2 Jul, 2026
Compartilhar matéria Morreu, aos 64 anos, o ator e dublê japonês Hikaru Kurosaki, eternizado como o protagonista da icônica série “O Fantástico Jaspion”. A notícia foi confirmada nas redes sociais por Masaki Sekiguchi, amigo do artista. A causa do falecimento ainda não foi divulgada. Afastado das telas desde que encerrou sua carreira artística, o artista morava em Motobu, na ilha de Okinawa (Japão). Lá, ele fundou e comandava a escola de mergulho Mother Earth, atuando como instrutor e guia turístico da região. Leia Mais - “O Fantástico Jaspion” deve ganhar versão brasileira; saiba tudo - Morre Hikaru Kurosaki, o eterno Jaspion, aos 64 anos - Morre Figueira Júnior, dublador de “Dragon Ball” e “Futurama” O ano de 1985, consolidou o grande momento da carreira do ator. Na ocasião, ele foi escolhido para interpretar o protagonista Jaspion na série homônima. Na trama, o público acompanhava um jovem órfão criado no espaço pelo sábado profeta Edin. Assim, a missão de Jaspion era combater o império de Satan Goss, mais conhecido como o “Satanás da Via Láctea”, e seu filho Mac Garen. Ambos pretendiam dominar o universo e recrutar monstros gigantes. O destaque da produção ficava por conta das de ação do guerreiro, feitas a partir de uma técnica tradicional japonesa, conhecida como tokusatsu, que mesclava o uso de dublês vestindo armaduras pesadas, maquetes detalhadas (miniaturas de cidades) e outros efeitos de câmera. Afinal, como eram feitas as cenas de Daileon? Para que o robô de metal parecesse estar se movendo e lutando, o dublê Hideaki Kusaka vestia uma armadura do Daileon feita de fibra de vidro, plástico e esponja. Era dele a responsabilidade de manobras, socos e poses. Já para simular a batalhas, os sets reproduziam quarteirões inteiros em maquetes detalhadas dentro de estúdios fechados. Prédios, pontes e ruas eram confeccionados com materiais frágeis — como gesso, madeira e papelão —, projetados para se despedaçarem facilmente ao menor impacto dos dublês. Para dar a sensação de que os edifícios eram gigantescos, a equipe posicionava as miniaturas bem perto da lente da câmera, enquanto o dublê ficava mais ao fundo. Os movimentos de um robô de dezenas de toneladas precisam parecer massivos. Para alcançar esse efeito, as lutas eram rodadas com câmeras de alta velocidade; ao reproduzir o material no ritmo normal, o gigante ganhava uma cadência lenta e imponente. Fumaça, poeira e fogo reais eram adicionados aos cenários. A escala controlada dessas explosões e fumaças ajudava a “vender” a ilusão de que tudo ali era monumental. Acompanhe Pop nas Redes Sociais Siga noSiga no Forum InterTópicos#CNNPopAtorMorte Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por carolineferreira