Análise: França deve dominar as próximas Copas
10 Jul, 2026
Compartilhar matéria A seleção francesa se consolida como uma das maiores potências do futebol mundial não apenas pelo presente, mas pelo que projeta para o futuro. Com um elenco repleto de jogadores jovens e ainda em idade de disputar as próximas edições da Copa do Mundo, a França desponta como favorita por muitos anos. O debate sobre quem será capaz de frear esse domínio cresce entre analistas esportivos. Uma análise das idades dos principais jogadores franceses revela o tamanho do desafio para os adversários. Na próxima Copa do Mundo, Saliba terá 29 anos, Tchouaméni 30, Mbappé 31, Dembélé 33 e outros nomes igualmente relevantes ainda estarão em plena capacidade competitiva. “O Mbappé, se ele seguir no nível que está hoje, vai jogar pelo menos mais duas Copas do Mundo”, destacou Cris Schwambach, no Convocação CNN. Renovação constante como marca registrada Além da juventude do elenco atual, a França demonstra uma capacidade notável de renovação. A ausência de um jogador como Pogba, por exemplo, não representou queda de nível — novos talentos como Olise surgiram para ocupar o espaço. “Os nomes estão vindo constantemente”, observou Nathalia Fiuza. Um dado expressivo reforça essa análise: 96 jogadores que disputaram a última Copa do Mundo passaram pela base do futebol francês, incluindo atletas de outras seleções, como vários integrantes da equipe de Marrocos que nasceram na França ou foram formados no país. A perspectiva de que jogadores como Dembélé, que terá 37 anos na Copa de 2034, ainda possam estar em atividade amplia ainda mais o horizonte francês. “O que impede dele estar nessa Copa? Se ele mantiver a qualidade que tem, como a gente tem visto jogadores tão importantes em outras seleções, a exemplo do Messi, ele pode estar”, argumentou. Com dois títulos mundiais conquistados e uma geração que promete seguir em alto nível, a França chega a cada nova edição do torneio como uma das principais candidatas. Brasil enfrenta atraso na formação de atletas Em contraste com a solidez francesa, o futebol brasileiro enfrenta sérias dificuldades estruturais. Segundo a análise apresentada no programa, a grande maioria dos clubes brasileiros não possui um trabalho de base consolidado e prioriza a venda precoce de jovens talentos para a Europa como forma de equilibrar as finanças. “Os clubes estão mais interessados em formar atleta para vender para a Europa por um preço para se salvar, para sair da degola, porque está todo mundo com dívida”, afirmou Cris Schwambach. Exceções como Flamengo e Palmeiras foram citadas no debate. O Palmeiras, em especial, foi apontado como exemplo de clube que transformou a base em uma fonte de renda consistente e planejada, e não ocasional. “O Palmeiras hoje tem uma formação de base excelente”, foi destacado. No entanto, a maioria dos clubes ainda aposta na sorte de revelar um talento esporádico para vendê-lo rapidamente, em vez de investir em um processo estruturado de formação. O resultado é que o Brasil, embora siga revelando grandes atacantes, apresenta deficiências em boa parte dos setores do campo, perdendo espaço para nações com políticas de base mais robustas. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Esportes nas Redes Sociais Siga noSiga no Forum InterSiga no Forum InterTópicosCopa do MundoCopa do Mundo 2026Futebol internacional Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites