Em meio a cortes, Volkswagen não descarta futuros ‘ajustes’ no Brasil
11 Jul, 2026
Montadora reduzirá produção global em novo plano de reestruturação A Volkswagen prevê, em novo plano de reestruturação anunciado nesta quinta-feira (9), cortar em até 50% o número de modelos produzidos para reduzir custos e ampliar a competitividade com marcas chinesas. Apesar do anúncio e da imprensa internacional já divulgar a chance de 100 mil demissões e fechamento de quatro fábricas na Alemanha, a companhia afirma que as medidas não terão efeitos diretos no Brasil. No entanto, não descarta a possibilidade de reavaliar futuramente se o País entrará na lista de afetados. A fábrica de São Bernardo é a primeira planta da companhia fora do território alemão. “O Grupo Volkswagen apresentou, em nível global, seu plano para o futuro, com o objetivo de se tornar mais resiliente, eficiente e competitivo. A iniciativa não tem impacto imediato nas operações no Brasil, onde as atividades seguem normalmente. Como uma próxima etapa, trabalharemos junto à nossa matriz, na Alemanha, para avaliar se haverá necessidade de ajustes em nível local”, informou a montadora em nota enviada ao Diário. A companhia ressaltou que as atuais mudanças não são uma surpresa para os trabalhadores, que já estavam se preparando para eventuais reduções de equipe. “Ao longo desse processo, nossa prioridade continua sendo a satisfação dos nossos clientes, concessionários e parceiros de negócios”. O Brasil é o 3o maior mercado em volume de vendas para a marca no mundo, atrás apenas da China e da Alemanha. A empresa segue com plano de investimento de R$ 16 bilhões até 2028 no País e uma ofensiva de 17 novos carros para o mercado nacional, nove já lançados. “Dessa forma, impulsionamos o desenvolvimento e a produção de veículos 100% brasileiros”, completou. Em comunicado por vídeo, o CEO Oliver Blume ressaltou que havia necessidade de “eliminar o excesso de capacidade”. “A situação geopolítica se tornou mais crítica nos últimos 12 meses. Os próximos anos decidirão quem terá um papel decisivo na indústria automotiva.” Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reforçou que a montadora garante estabilidade e manutenção de postos de trabalho por mais dois anos. “Além da garantia de emprego, o acordo prevê investimentos para a modernização da fábrica e para a produção de novos veículos híbridos, reforçando a continuidade das operações na região.” Também disse que o entendimento estabelece mecanismos negociados, como banco de horas e layoff, para enfrentar eventuais oscilações do mercado ou períodos de transição de plataformas. “Até o momento, não há qualquer comunicação da empresa indicando que essas informações divulgadas no exterior tenham impacto sobre a operação brasileira.” LEIA TAMBÉM: