EXCLUSIVO: Jetour T2 4x4 terá mais de 600 cv e preço de Tank 300

admin
12 Jul, 2026
Confirmada em junho, a versão com tração nas quatro rodas do jipão T2 ainda não tinha tido mais detalhes revelados pela Jetour. Pelo menos não até agora. Com exclusividade, Motor1.com Brasil apurou junto a executivos da chinesa que não se tratará apenas da adição da tração integral, mas sim de um conjunto motriz exclusivo, com nova calibração e bateria maior, que farão o SUV ficar mais potente que muito Porsche. Hoje, o Jetour T2 é equipado em suas duas versões - a Advance, de R$ 289.900, e a Premium, que chega aos R$ 299.900 - sempre usando o mesmo propulsor, um 1.5 turbo DOHC, de 135 cv e 20,4 kgfm de torque. A expectativa da marca é de que a nova configuração chegue por R$ 349.990. Não por acaso, na mesma faixa de preço onde também está o GWM Tank 300 (R$ 342.000). Na parte elétrica, o primeiro motor tem 102 cv e 17,3 kgfm, enquanto o segundo possui 122 cv e 22,4 kgfm. A bateria, por sua vez, tem capacidade de 26,7 kWh. A potência combinada é de 320 cv e 62,2 kgfm. Todo o conjunto é gerenciado pela transmissão do tipo DHT (Hybrid Drivetrain) de três marchas. Já na nova versão, que chega ainda em 2026, a marca irá além: sai a bateria menor e entra uma CATL de 43,2 kWh, com autonomia elétrica de 208 km. Com tanque de 70 litros cheio e bateria 100% carregada, a autonomia máxima prometida pelo ciclo chinês (o CLTC) é de 1.300 km. Por aqui, deve ficar próximo aos 1.000. Foto de: Jetour Na motorização, permanece o motor 1.5 turbo Acteco, com injeção direta de gasolina, já conhecido dos Omoda 5, Jaecoo 7 e modelos da linha Chery Tiggo. Montado na transversal, ele trabalha em conjunto com dois motores elétricos (chamados de P2 e P3) integrados a uma transmissão especial chamada 3-speed DHT (Dedicated Hybrid Transmission, ou, em português, transmissão dedicada para veículos híbridos). O diferencial fica para a adição, no eixo traseiro, de mais um motor elétrico, o P4, com nada menos que 238 cv. Ele é instalado entre as rodas, onde ficaria o diferencial de um jipão comum. Como não existe um cardã ligando os eixos dianteiro e traseiro, quem garante a distribuição da força é um software de gerenciamento. De potência combinada, passará dos 600 cv e dos 93 kgfm de torque, daí a comparação com Porsche. Foto de: Jetour O sistema monitora os sensores de velocidade das quatro rodas milhares de vezes por segundo. Se as rodas dianteiras começam a patinar, o computador envia um sinal eletrônico para o motor traseiro sem que haja a inércia mecânica de engrenagens ou de um acoplamento viscoso. A transmissão mantém o sistema DHT de 3 marchas, cada uma com uma função. A 1a é focada em subidas íngremes ou terrenos difíceis e permite que o motor a combustão entre em ação de forma paralela aos elétricos em velocidades muito baixas (muitas vezes a partir de 20 km/h), tendo relação bem curta. Foto de: Jetour Na 2a, o foco é o uso urbano e as retomadas. Já a 3a marcha funciona como overdrive, permitindo que o motor a combustão trabalhe em baixas rotações a 120 km/h, algo que híbridos de marcha única têm dificuldade em fazer sem elevar muito o giro (e o ruído). Como o Jetour T2 já tem boas capacidades no off-road, como capacidade de imersão de 700 mm e ângulos de ataque de 28o e de saída de 30o, a nova versão terá a missão de deixá-lo ainda mais em evidência junto ao público trilheiro e tirar de vez a impressão deixada pelas versões 4x2 de que focam apenas no visual. Leia mais Jetour T2 chega às 500 mil unidades vendidas; opção 4x4 chega em breve ao Brasil Teste: Jetour T1 Premium tem jeitão de Jeep e baixo consumo por R$ 264.900 Jetour lança série Dark Knight inspirada no Batman para o T1 e T2 Jetour G700, jipão que atravessou rio na China, é confirmado para o Brasil