Invencibilidade e retrospecto favorável movem Argentina contra Inglaterra
15 Jul, 2026
Resumo A Argentina entra em campo hoje, às 16h (de Brasília), em Atlanta, contra a Inglaterra amparada por um retrospecto histórico duplo extremamente favorável. Além de defender uma longa invencibilidade contra seleções europeias, a Albiceleste ostenta um aproveitamento impecável quando o assunto é semifinal de Copa do Mundo, ao contrário dos ingleses, que não vencem sul-americanos há mais de uma década e têm um histórico negativo quando chegam entre os quatro melhores do torneio. Esta será a sexta semifinal da Argentina na história dos Mundiais, e os sul-americanos nunca foram eliminados nesta etapa. A seleção ainda consolida sua posição como a quinta com mais presenças entre os quatro do torneio, ficando atrás apenas de Alemanha (12), Brasil (8), França (8) e Itália (7). O histórico perfeito dos argentinos começou em 1930 com uma goleada por 6 a 1 sobre os Estados Unidos. Em 1986, passou pela Bélgica por 2 a 0. Nas edições de 1990 e 2014, a vaga veio nos pênaltis contra Itália (4 a 3) e Holanda (4 a 2). A última semifinal disputada foi no Qatar, em 2022, com um contundente 3 a 0 sobre a Croácia. Das cinco semifinais em que avançou, a Albiceleste faturou o título em duas ocasiões: venceu a Alemanha Ocidental em 1986 e a França nos pênaltis em 2022. O primeiro troféu do país, conquistado em 1978, veio em um formato de Copa que não contava com essa fase no regulamento. Invencibilidade contra europeus Além do retrospecto em Copas, os atuais campeões mundiais não sabem o que é perder para um adversário europeu há mais de oito anos. A última derrota para uma seleção da Europa aconteceu nas oitavas de final do Mundial de 2018: 4 a 3 para a França. Desde então, foram sete vitórias e três empates contra rivais da Uefa. Na atual campanha de 2026, a Argentina já deixou pelo caminho a Suíça (3 a 1) e a Áustria (2 a 1), além de ter vencido a Islândia por 3 a 0 em amistoso. No ciclo de 2022, a equipe bateu Croácia (3 a 0) e Polônia (2 a 0), empatou e eliminou nos pênaltis França (3 a 3) e Holanda (2 a 2), além de golear a Estônia (5 a 0) e bater a Itália na Finalíssima (3 a 0). Um empate por 2 a 2 com a Alemanha em 2019 fecha a lista invicta. Números negativos para os ingleses Do lado da Inglaterra, a missão é superar duas barreiras históricas incômodas para o time voltar a decidir uma Copa do Mundo. Em três participações em semifinais de Copa ao longo da história, a seleção inglesa só conseguiu avançar uma vez: em 1966, quando jogou em casa e bateu Portugal por 2 a 1 a caminho do seu único título mundial. Nas outras duas oportunidades, amargou a eliminação. Em 1990, caiu para a Alemanha Ocidental nos pênaltis (4 a 3 após empate por 1 a 1). Em 2018, na Rússia, a eliminação veio na prorrogação para a Croácia por 2 a 1. O cenário fica ainda mais desafiador diante de um jejum intercontinental que já dura mais de uma década. A Inglaterra não vence um país sul-americano desde 30 de maio de 2014, quando bateu o Peru por 3 a 0 em amistoso pré-Copa. Desde então, foram seis confrontos, com quatro empates e duas derrotas. Ainda em 2014, os ingleses empataram com o Equador por 2 a 2 e perderam para o Uruguai por 2 a 1. Em 2017, ficaram no 0 a 0 com o Brasil em amistoso. Na Copa de 2018, o duelo contra a Colômbia terminou 1 a 1 no tempo regulamentar (com classificação inglesa nos pênaltis). Mais recentemente, a equipe perdeu para o Brasil por 1 a 0 em Wembley, com gol de Endrick em 2024, e empatou por 1 a 1 com o Uruguai em março deste ano. "Temos tudo o que é preciso (para vencer), e é isso que precisamos mostrar em campo", diz Pickford, goleiro da Inglaterra, confiante de que os números do passado não vão fazer a diferença no confronto. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.