Socos na cara, chute na porta e fúria no vestiário: o ritual “assustador” de Kannemann antes do Grenal

admin
5 Sep, 2026
A preparação de Walter Kannemann para o clássico Grenal chamou a atenção pelo “clima de guerra” nos bastidores da Copa do Brasil. O zagueiro argentino protagonizou um ritual explosivo no vestiário antes da vitória tricolor por 3 a 1 sobre o Internacional, que garantiu a vaga gremista na semifinal. Confira imagens do Grêmio comemorando a classificação Para Kannemann, Grenal é guerra A revelação dos detalhes dessa preparação física e mental foi feita pelo goleiro Weverton em entrevista à ESPN. Momentos antes de entrar no gramado da Arena, Kannemann extravasou toda a tensão com socos no próprio rosto, xingamentos e chutes nas portas. “O Kannemann começa a quebrar o vestiário, simplesmente. Ontem eu fui no banheiro um pouquinho antes, o Kannemann estava jogando água na cara, dando soco na cara dele, chutando a porta do banheiro, xingando. Eu falei: “O que é isso? Vamos jogar futebol, não vamos para a guerra”. É um cara raiz, um personagem que o futebol está perdendo aos poucos”, detalhou Weverton. Liderança contagiante Essa postura de alta voltagem já havia aparecido no clássico de ida no Beira-Rio, quando imagens divulgadas pela Grêmio TV mostraram o camisa 4 empurrando, gritando e puxando as camisas dos companheiros de equipe no momento do aquecimento. A experiência em clássicos do zagueiro fez com que o técnico português Luís Castro apostasse no argentino para iniciar as duas partidas decisivas da Copa do Brasil. Kannemann superou a concorrência do jovem Gustavo Martins, que vinha recuperado de lesão, e atuou até os 15 minutos da etapa complementar do jogo de volta, quando já com um cartão amarelo, foi substituído. Ídolo de longa data Ídolo histórico da torcida, Kannemann acumula 352 jogos (segundo o ge) com a camisa tricolor desde que chegou a Porto Alegre, em 2016. Ele foi pilar defensivo nas conquistas da Copa do Brasil de 2016, da Libertadores de 2017 e da Recopa de 2018, além de sete edições do Gauchão. *Sob supervisão de Marcos Jordão