De vendedor de enciclopédias a matador profissional da máfia: a história real e assustadora do pai do astro de Hollywood Woody Harrelson que você precisa conhecer

admin
6 Sep, 2026
Quem assiste às atuações marcantes de Woody Harrelson em produções de sucesso como Truque de Mestre, Assassinos por Natureza ou Onde os Fracos Não Têm Vez raramente imagina que a realidade familiar do ator supera qualquer ficção policial. A árvore genealógica do astro esconde um dos segredos mais sombrios da indústria cinematográfica: seu pai, Charles Voyde Harrelson, atuava como um temido assassino profissional de aluguel. O abandono do pai de Woody Harrelson e a descoberta chocante pelo rádio Pai de Woody Harrelson, Charles Harrelson iniciou sua trajetória no Texas, onde nasceu em 1938. Ele serviu brevemente na Marinha dos Estados Unidos, mas logo mergulhou em uma rotina de pequenos crimes, apostas e atividades clandestinas. Na década de 1950, ele casou-se com Diane Oswald, união que gerou três filhos: Jordan, Woody e Brett. No entanto, a instabilidade financeira e os problemas constantes com a lei marcaram o ambiente familiar. Em 1968, quando Woody tinha apenas sete anos, Charles abandonou a esposa e os filhos de forma definitiva, deixando toda a responsabilidade da criação das crianças com Diane. Anos mais tarde, o destino trouxe a verdade à tona de forma dramática. Em um fim de tarde, o jovem Woody, então com 12 anos, aguardava a mãe no carro enquanto ouvia o rádio. O locutor do bloco de notícias narrava o julgamento de um homicídio e mencionou o nome do réu: Charles V. Harrelson. Intrigado, o garoto confrontou a mãe ao chegar em casa, e Diane confirmou que o homem nos tribunais era, de fato, o pai de Woody Harrelson. De vendedor de livros a carrasco de aluguel da máfia Antes de se consolidar no submundo do crime, Charles chegou a trabalhar de forma honesta, vendendo enciclopédias de porta em porta. Contudo, o vício em jogos de azar e as dívidas pesadas com a máfia empurraram o homem para uma espiral de violência. Para quitar seus débitos e sobreviver, ele passou a aceitar contratos de execução. Em 1970, Charles enfrentou um tribunal sob a acusação de assassinar o vendedor de tapetes Alan Berg em uma emboscada encomendada. Apesar das fortes suspeitas e de indícios de que ele e seu irmão, Claude Harrelson, tentaram chantagear a família da vítima para obter a recompensa do corpo, o júri absolveu o criminoso após uma defesa agressiva. A sorte do executor, todavia, terminou em 1973. A Justiça o considerou culpado pela morte de Sam Degelia Jr., um comerciante de grãos do Texas. As investigações comprovaram que Charles recebeu dinheiro do traficante Pete Scamardo para assassinar o empresário e facilitar o resgate de um seguro de vida. O tribunal aplicou uma pena de 15 anos de prisão, mas Charles obteve a liberdade condicional após cumprir apenas cinco anos por apresentar bom comportamento. O crime que parou os Estados Unidos e a falsa confissão sobre JFK A liberdade condicional durou pouco tempo. Poucos meses após sair da prisão, Charles aceitou a missão mais audaciosa e lucrativa de sua carreira criminosa. O traficante de drogas Jimmy Chagra ofereceu a quantia de 250 mil dólares para que Harrelson eliminasse o juiz federal John H. Wood Jr.. O magistrado aplicava sentenças extremamente severas a traficantes, o que lhe rendeu o apelido de “Maximum John”. No dia 29 de maio de 1979, Charles atirou contra o juiz nos arredores de sua residência em San Antonio, no Texas, matando a autoridade. O evento chocou a opinião pública e as forças de segurança, pois registrou o primeiro assassinato de um juiz federal em exercício na história do século 20 nos Estados Unidos. Após uma caçada humana coordenada pelo FBI, a polícia localizou Charles em 1980. Sob forte efeito de cocaína, ele resistiu à prisão durante um cerco policial tenso que durou seis horas. Durante as negociações, o criminoso ameaçou suicídio e, de forma extravagante, alegou participação no assassinato do presidente John F. Kennedy, ocorrido em 1963. Posteriormente, ele retirou a afirmação e justificou que mentiu apenas para tentar ganhar tempo e prolongar a própria vida. O tribunal condenou Charles Harrelson a duas penas de prisão perpétua pelo homicídio do juiz federal. Reaproximação familiar, fuga frustrada e fim na segurança máxima Apesar do histórico violento e do abandono na infância, Woody Harrelson optou por restabelecer o vínculo com o pai na vida adulta. O ator visitava Charles regularmente na prisão e gastou milhões de dólares com bancas de advogados renomados na tentativa de conseguir um novo julgamento, embora nunca tenha obtido sucesso. Woody descrevia o pai como um homem carismático, articulado e altamente inteligente. Na prisão, Charles Harrelson ainda planejou um último ato de rebeldia. Em 1995, ele e outros dois cúmplices tentaram escapar da cadeia usando uma corda improvisada. No entanto, um guarda avistou o grupo e disparou tiros de aviso, frustrando a fuga antes que os detentos alcançassem os muros externos. Dessa forma, o sistema penitenciário transferiu o criminoso para uma penitenciária de segurança máxima no Colorado. Ele permaneceu isolado até 15 de março de 2007, data em que um ataque cardíaco tirou sua vida aos 68 anos, encerrando uma das trajetórias mais sombrias e impressionantes do crime organizado americano.