Lanterna do returno, Corinthians tem menos pontos que no ano da queda
22 Sep, 2026
Apesar de momento crítico, Fernando Diniz segue prestigiado pela diretoria corintiana Rodrigo Coca / Ag. Corinthians A derrota para o Fluminense, no último domingo (20), na Neo Química Arena, deixou o Corinthians em situação delicada após a 28a rodada do Campeonato Brasileiro. A dez rodadas do fim, o time está apenas três pontos acima do Z4 e com um aproveitamento pior do que tinha a essa altura em 2007, ano em que o clube acabou rebaixado pela primeira vez. Assim, a equipe terá o longo intervalo para a Data Fifa como oportunidade de juntar os cacos e se preparar para dez “decisões”, com confrontos diretos e clássicos estaduais, que definirão a permanência na elite. A atual série de seis derrotas consecutivas fez a equipe igualar o seu recorde negativo na era dos pontos corridos, registrado 20 anos atrás. Em 2006, o Corinthians perdeu todos os jogos entre a 7a e a 12a rodadas, quando era comandado por Geninho. Agora, apesar da estatística desabonadora e as eliminações de Copa do Brasil e Libertadores, a diretoria optou por manter Fernando Diniz. Em especial, pelo apoio dos jogadores ao treinador. “A decisão é pela continuidade. Decisão esta validada pelos jogadores. Os jogadores nos procuraram voluntariamente para dizer que vamos sair juntos dessa. Os jogadores confiam no trabalho ”, explicou o diretor executivo Marcelo Paz, em pronunciamento após o jogo contra o Fluminense. Em 2007, ano do rebaixamento, pontuação do Corinthians era maior Com 32 pontos, o Corinthians ocupa atualmente a 14a colocação. O Grêmio, que abre o Z4, soma 29 pontos e, entre os dois clubes, estão Mirassol, atrás do Timão por conta do saldo de gols, e Vasco. No entanto, os cariocas, com 31 pontos, estão em ascensão e têm um jogo a menos, a ser disputado contra a lanterna Chapecoense. Após 28 jogos, a pontuação atual do Corinthians é inferior à que o clube possuía nesse mesmo estágio da disputa em 2007, ano do seu único rebaixamento, quando somava um ponto a mais (33). Ou seja, na edição de 19 anos atrás o aproveitamento da equipe era 39,29% dos pontos, um pouco melhor que os 38,10% da campanha atual. Porém, àquela altura o Timão estava no 18o lugar, já dentro do Z4. “Estou frustrado e triste, talvez muito mais do que se possa imaginar. É uma revolta por uma falta de conseguir entender o que está acontecendo, mas trabalhando muito para que as coisas melhorem ”, lamentou Fernando Diniz. Corinthians tem pior campanha do returno e sequência negativa inédita em casa No dia 23 de julho, o Corinthians fez 3 a 0 no Remo, na Neo Química Arena, e encerrou o primeiro turno do Brasileirão na sétima colocação. Com 27 pontos, a equipe estava a apenas três do G5, grupo de times que se classificam para a Libertadores. De lá para cá, em nove partidas, o time empatou duas, venceu uma e perdeu seis. O pífio aproveitamento de 18.5% de pontos nessa sequência explica a debacle alvinegra e a desonrosa lanterna do returno, com apenas cinco pontos. A Chapecoense, pior time da competição, somou quatro pontos a mais que o Timão no período. O fato de ter trocado a briga na parte de cima da tabela pelo risco de rebaixamento teve uma contribuição decisiva da surpreendente vulnerabilidade em casa. Na série de derrotas consecutivas no Brasileirão, quatro foram na Neo Química Arena (Cruzeiro, Santos, Chapecoense e Fluminense). Ademais, o revés para o Tricolor carioca registrou uma marca negativa inédita. Nunca o Corinthians havia perdido quatro jogos em série no palco inaugurado em 2014 – esse recorte inclui o revés por 1 a 0 para o Estudiantes-ARG, nas quartas de final da Libertadores. A temporada de 2026 também já é aquela em que o clube mais perdeu em Itaquera. Com nove derrotas na Neo Química Arena neste ano, o Corinthians superou o recorde negativo de 2021, quando foram oito reveses. Desse conjunto de maus resultados, seis foram pelo Brasileirão. Não à toa, o Timão só está acima de três clubes na classificação como mandante da competição. Reta final repleta de confrontos diretos e com dois clássicos estaduais Com 21,4% de probabilidade de rebaixamento, de acordo com o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFGM), o Corinthians terá uma caminhada pedregosa na reta final do Brasileirão. Nas dez rodadas finais, serão quatro jogos em casa e seis fora, com dois clássicos estaduais longe de Itaquera e um enxame de confrontos diretos. O Timão irá enfrentar oito dos nove outros clubes que estão na segunda metade da tabela. Devido à longa pausa para a Data Fifa, o Corinthians voltará a campo apenas dia 7 de outubro, quando visitará o Internacional, no Beira-Rio. Algoz do Timão na Copa do Brasil, o Colorado é o 18o colocado, com 28 pontos, quatro a menos que os paulistas. Uma derrota no Beira-Rio pode colocar a equipe de Fernando Diniz no Z4, a depender de outros resultados. Para piorar, quatro dias depois, haverá o Dérbi contra o Palmeiras, no Nubank Parque. Assim, serão dias de intensa preparação para esses desafios como forasteiro. O próximo confronto na Neo Química Arena irá acontecer apenas na 31a rodada, contra o Vitória, outro time envolvido na briga contra o descenso. Em casa, o Timão ainda receberá outros três clubes sob risco: Mirassol, Botafogo e Grêmio. Como visitante, além de Inter e Palmeiras, o Corinthians fará outro clássico, contra o São Paulo, e irá encarar o trio Vasco, Atlético-MG e Remo. Destes, somente o Galo não se encontra no grupo de ameaçados e tem o foco nas copas. Portanto, a reta final da temporada será desafiadora para o clube alvinegro.