Você aprova a gestão Osmar Stabile no Corinthians? Vote na enquete do Meu Timão!

admin
23 Sep, 2026
Você aprova a gestão Osmar Stabile no Corinthians? Vote na enquete do Meu Timão! Há pouco mais de um ano da chegada de Osmar Stabile à presidência do Corinthians, o clube se aproxima de uma nova eleição. O mandatário assumiu o comando do Timão em 26 de maio de 2025, inicialmente de forma interina, após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment de Augusto Melo. Naquele momento, Stabile herdou um clube mergulhado em uma crise política e financeira e precisou conduzir uma transição marcada pela instabilidade. Desde então, Stabile passou de presidente interino a responsável por concluir o mandato iniciado em 2024. Ao longo desse período, promoveu mudanças na estrutura administrativa, enfrentou conflitos dentro da política corinthiana, tomou decisões que repercutiram no futebol e esteve envolvido em episódios que chegaram ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A passagem pelo cargo também foi marcada por mudanças de rota em negociações e por decisões que geraram reações entre torcedores e outros setores do clube. Agora, com as eleições do Corinthians previstas para o dia 28 de novembro de 2026 e a atual gestão entrando em sua reta final, o período de Stabile à frente do clube chega ao momento de ser revisitado. Desde a chegada ao Parque São Jorge até os episódios mais recentes, o presidente acumulou decisões, mudanças e controvérsias que ajudam a contar como foram seus dias no comando do clube. A seguir, o Meu Timão relembra os principais acontecimentos da gestão. Chegada após impeachment Osmar Stabile chegou à presidência do Corinthians em meio a uma das maiores turbulências políticas do clube nos últimos anos. Primeiro vice-presidente da gestão de Augusto Melo, ele assumiu interinamente o comando do Timão em 26 de maio de 2025, após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment do então mandatário por 176 votos a 57, com um voto nulo. Stabile permaneceu no cargo inicialmente de forma provisória, enquanto o processo de destituição de Augusto Melo ainda precisava passar pela Assembleia Geral dos associados. A transição, porém, esteve longe de ser tranquila. Apenas cinco dias depois de assumir, Stabile precisou lidar com uma tentativa de retorno de Augusto Melo ao Parque São Jorge. O presidente afastado apareceu acompanhado de aliados após uma decisão da então primeira-secretária do Conselho Deliberativo, Maria Angela de Sousa Ocampos, que havia declarado nulos atos de Romeu Tuma Júnior e, consequentemente, o impeachment aprovado dias antes. O episódio provocou horas de tensão na sede social, com presença de torcedores organizados e policiais. Stabile permaneceu na sala da presidência e afirmou que não deixaria o cargo enquanto o Conselho Deliberativo não determinasse uma mudança. A situação mudou definitivamente em agosto daquele ano. Com a confirmação da saída de Augusto Melo após a votação dos associados, Stabile deixou de ser apenas um presidente interino e passou a comandar o Corinthians até o fim do mandato iniciado em 2024. Conselheiro desde 2006, o dirigente já tinha uma trajetória de participação na política interna do clube antes de chegar ao principal cargo do Parque São Jorge. Reorganização da diretoria A primeira marca da gestão Stabile foi uma ampla reformulação na estrutura administrativa do Corinthians. Nos primeiros dias, oito diretores estatutários foram destituídos, enquanto outros profissionais contratados também deixaram o clube. Até 07 de junho de 2025, o número de saídas havia chegado a 13, incluindo nomes ligados à comunicação, novos negócios e futebol de base. Ao mesmo tempo, profissionais que já haviam trabalhado no clube começaram a retornar. Na área financeira, considerada prioritária diante da dívida bilionária do Corinthians, Stabile montou uma nova estrutura poucos dias depois de assumir. Emerson Piovesan foi escolhido para ocupar a diretoria financeira, enquanto Roberto Gavioli ficou responsável pela controladoria. A gestão também trouxe Rozallah Santoro, ex-diretor financeiro da administração Augusto Melo, como consultor. O cenário encontrado era de forte pressão sobre o caixa e de compromissos financeiros de curto prazo. A escolha de Roberto Gavioli não surtiu muito efeito no clube. Meses depois, o então superintendente financeiro foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) na investigação do uso do cartão corporativo do clube. Desse modo, foi afastado pela presidência. Atritos com Romeu Tuma A relação entre Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, também passou por momentos de tensão. Os dois estiveram inicialmente do mesmo lado durante a transição após o afastamento de Augusto Melo, mas a política interna do Corinthians voltou a produzir conflitos em torno das atribuições de cada órgão e das decisões tomadas no clube. No início da passagem de Stabile pelo cargo, a relação entre Diretoria e Conselho também chegou a ser apresentada publicamente como uma tentativa de cooperação. Um exemplo foi a reunião com a Adidas, em maio de 2025. Stabile convidou Tuma e integrantes do Cori (Conselho de Orientação) e das comissões de Justiça e Marketing para acompanhar o encontro, embora o próprio Conselho tenha ressaltado que não teve acesso aos valores de eventual proposta, cuja negociação caberia à Diretoria. A convivência entre os dois, contudo, voltou a ser atravessada pelas disputas políticas do clube. Tuma chegou a ser alvo de um processo interno que questionava sua permanência na presidência do Conselho, tendo sido até mesmo "destituído" do cargo em uma votação que não foi regulada pela Justiça. Caso da empresa de segurança e denúncia do Ministério Público Outro episódio que marcou a gestão de Osmar Stabile foi a contratação da Bear Security para fazer a segurança particular do presidente e de seus familiares. A empresa passou a prestar o serviço em julho de 2025 e, segundo apuração publicada pelo Meu Timão, tinha o Corinthians como único cliente. Ao todo, a companhia recebeu cerca de R$ 587 mil do clube por meio da emissão de 12 notas fiscais. O caso chamou a atenção do Ministério Público de São Paulo porque a empresa não possuía autorização da Polícia Federal para atuar no ramo de segurança privada. A situação passou a ser investigada pelo MP-SP em 2026, dentro de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pelo promotor Cássio Roberto Conserino. Inicialmente, as apurações estavam concentradas na atuação da Mega Assessoria Operacional Ltda., que havia prestado serviços de segurança ao Corinthians entre setembro e outubro de 2025. A empresa também não tinha autorização da Polícia Federal e, segundo o MP, não havia contrato formal com o clube. O caso envolvendo a Bear Security passou posteriormente a integrar a investigação. A investigação também analisou a relação entre as empresas de segurança e a estrutura do Corinthians. No caso da Mega Assessoria, a companhia havia sido aberta em nome de Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, funcionário do clube. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que criou a empresa a pedido do então diretor administrativo Fábio Soares para viabilizar o pagamento dos profissionais contratados para trabalhar na segurança. No caso específico da Bear Security, Stabile apresentou sua defesa por escrito ao Ministério Público em agosto de 2026. O dirigente havia sido chamado para prestar esclarecimentos, mas não compareceu a outras oitivas previamente agendadas pelo promotor. Segundo o Meu Timão, Stabile havia se comprometido inicialmente a apresentar a defesa em até dez dias após a primeira oitiva, marcada para 6 de agosto, prazo que não foi cumprido. O documento acabou sendo encaminhado posteriormente. Posteriormente, o presidente Osmar Stabile foi denunciado pelo MP à Justiça Comum pelo crime de apropriação indébita. Recuo em diversas negociações No futebol, Stabile também passou a ter participação direta em decisões que ultrapassavam o campo administrativo. Embora o departamento de futebol chefiado por Marcelo Paz tivesse profissionais responsáveis pela condução das negociações, o presidente manteve poder de decisão em operações consideradas relevantes para o clube. Alisson chegou a visitar o CT Joaquim Grava quando Dorival Júnior ainda comandava o Corinthians, já que o empréstimo do meio-campista do São Paulo estava praticamente acertado. Restava apenas o pagamento da transferência, e o clube tinha cerca de R$ 1 milhão para viabilizar o negócio. A diretoria financeira, porém, avaliou que os demais custos não estavam previstos no orçamento, e Osmar Stabile decidiu barrar a contratação. A reviravolta fez Marcelo Paz telefonar para o jogador para pedir desculpas em nome do Corinthians. João Ricardo também esteve próximo de defender o Corinthians. O goleiro tinha um acordo encaminhado com o Fortaleza e chegou a viajar para São Paulo para realizar exames médicos. O jogador, entretanto, acabou reprovado nos testes realizados pelo departamento médico alvinegro, o que impediu a conclusão da contratação. O episódio gerou questionamentos do Fortaleza sobre a decisão do Corinthians. André Luiz, por sua vez, quase deixou o Corinthians. O Timão chegou a receber uma proposta do Milan, da Itália, por André, que poderia chegar a 17 milhões de euros (cerca de R$ 104 milhões na cotação da época). Apesar das negociações, o clube do Parque São Jorge optou por não concretizar a transferência e manteve o jogador no elenco depois de pressão externa e do então técnico Dorival Júnior, uma vez que a negociação já estava encaminhada. Caso Memphis Depay A renovação de Memphis Depay foi marcada por uma sequência de idas e vindas durante a gestão de Osmar Stabile. Inicialmente, o presidente decidiu não estender o contrato do atacante, que havia terminado em 31 de julho. A justificativa apresentada foi exclusivamente financeira, diante da situação econômica do Corinthians. A decisão, porém, provocou forte reação entre torcedores e patrocinadores e rapidamente se tornou um dos principais episódios da administração. A repercussão negativa aumentou nas horas seguintes ao anúncio. Nas redes sociais, uma publicação do Corinthians sobre a saída de Memphis ultrapassou 160 mil comentários em pouco mais de 24 horas, em sua maioria contrários à decisão. Stabile também passou a ser alvo de protestos da torcida, inclusive em sua residência, além de ter dados pessoais vazados. Paralelamente, patrocinadores demonstraram insatisfação com a possibilidade da saída do holandês, aumentando a pressão sobre a diretoria. Em meio à pressão, a possibilidade de manter Memphis ganhou força. O Corinthians retomou as conversas com o atacante e passou a discutir um novo acordo, com duração de duas temporadas, redução salarial, alterações nos benefícios e negociação de dívidas que o clube mantinha com o jogador. Segundo trouxe Meu Timão, a nova configuração poderia representar um custo menor aos cofres alvinegros do que as condições inicialmente discutidas. A permanência também contou com a mobilização de patrocinadores. A Ezze Seguros demonstrou insatisfação com a situação, enquanto a Esportes da Sorte participou das movimentações para viabilizar a continuidade do atacante. A Fatal Fans ainda mobilizou outros parceiros e sinalizou a possibilidade de oferecer um aditivo de até R$ 10 milhões caso os demais patrocinadores contribuíssem para a permanência de Memphis. Diante do cenário, Stabile recuou da decisão inicial. O presidente levou o caso ao Conselho de Orientação (Cori), que deu parecer favorável à renovação após uma votação empatada em seis votos a favor e seis contra, desempatada pelo presidente do órgão, Miguel Marques e Silva, favoravelmente à extensão do vínculo. Embora o parecer fosse apenas consultivo, Stabile confirmou posteriormente a permanência do atacante. O novo contrato foi oficializado em 18 de agosto de 2026 e estendeu o vínculo de Memphis com o Corinthians até 31 de julho de 2028. Transfer bans O impacto da situação financeira delicada apareceu diretamente no futebol, principalmente por meio dos chamados transfer bans, punições que impedem o clube de registrar novos jogadores enquanto determinadas dívidas não são quitadas. Um dos primeiros casos relevantes foi o de Félix Torres. Em fevereiro de 2025, a Fifa condenou o Corinthians a pagar cerca de US$ 6 milhões ao Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro. O Timão havia acertado a compra por US$ 6,5 milhões, mas pagado apenas US$ 2 milhões. A condenação considerou os US$ 4,5 milhões restantes, juros de 18% ao ano, multas e custos do processo. O Corinthians recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), enquanto a dívida passou a representar risco de punição para o clube e deixou o clube sem poder registrar atletas por seis meses. Outro caso envolveu Maycon. Em junho de 2025, a Fifa condenou o Corinthians a pagar 1 milhão de euros ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por atrasos nas parcelas referentes aos empréstimos do volante em 2023 e 2024. Com juros, multas contratuais e outras despesas, o valor chegava a aproximadamente R$ 7 milhões na época. A decisão estabelecia prazo de 45 dias para o pagamento e previa a possibilidade de transfer ban caso a dívida não fosse quitada. A situação se agravou posteriormente com outras pendências. Entre as condenações estavam uma dívida de aproximadamente R$ 41,3 milhões com Matías Rojas, relacionada à rescisão do contrato após atrasos nos pagamentos, além de cerca de R$ 23,35 milhões ao Talleres pela contratação de Rodrigo Garro, R$ 8 milhões ao Philadelphia Union pela contratação de José Martínez e R$ 6,25 milhões ao Midtjylland pela contratação de Charles. Somadas, essas seis condenações chegavam a R$ 125,66 milhões em outubro de 2025, sem considerar possíveis alterações provocadas por juros e variação cambial. Em 2026, os transfer bans voltaram a atingir diretamente a gestão Stabile. Em maio, a Fifa aplicou uma punição relacionada à dívida de US$ 1,5 milhão com o Philadelphia Union pela contratação de José Martínez, impedindo o Corinthians de registrar jogadores por três janelas de transferências. Em julho, uma nova sanção foi aplicada por causa de uma multa de US$ 225 mil, aproximadamente R$ 1,15 milhão, relacionada a atrasos em compromissos envolvendo José Martínez, Charles e Talles Magno. A diretoria informou que havia optado por priorizar o pagamento dos salários do elenco em vez de quitar a multa naquele momento. O Corinthians conseguiu derrubar uma dessas punições após pagar a multa de US$ 225 mil, cerca de R$ 1,1 milhão, em julho de 2026, por acúmulo de advertências. Ainda assim, naquele momento o clube permanecia com outras restrições, mostrando como as pendências financeiras acumuladas em diferentes negociações continuaram interferindo na capacidade de contratar. A sequência de punições envolveu, em diferentes momentos, casos relacionados a Félix Torres, Maycon, José Martínez, Charles, Talles Magno e Matías Rojas, além de outras cobranças que chegaram à Fifa e à CNRD.