Pioneira do Corinthians celebra evolução do futebol feminino e relembra tempos no Parque São Jorge

admin
24 Sep, 2026
Pioneira do Corinthians celebra evolução do futebol feminino e relembra tempos no Parque São Jorge Na última quarta-feira, a Federação Paulista de Futebol (FPF) promoveu o lançamento da Copinha Feminina, que será disputada entre os dias 24 de novembro e 12 de dezembro. O evento contou com grandes nomes da história da modalidade, como Roseli de Belo, que celebrou a realização do torneio de base, algo inexistente em sua época de atleta. "Primeiro, eu vou agradecer a iniciativa da Federação Paulista. Muito importante o que eles estão fazendo para a modalidade, para a nossa categoria que é o futebol feminino. E como você disse, não tinha (competições de base) mesmo. A gente tinha que fazer torneios com os meninos, pelo menos na minha época. E fazia um peneirão para a gente poder jogar. E agora, a categoria de base para mim é essencial", contou a ex-atleta no evento. Roseli jogou entre as décadas de 1980 e 2000 e foi uma das pioneiras da Seleção Brasileira Feminina. A ex-atacante disputou duas Copas do Mundo (1991 e 1995), três Olimpíadas (1996, 2000 e 2004) e foi uma das presentes no Torneio Experimental da Fifa em 1988, na China, que antecedeu a fundação do Mundial Feminino. Além disso, Roseli também foi uma das Brabas pioneiras, tendo passado pelo Timão no final da década de 1990. "Vem uma lembrança na minha cabeça. Porque o Corinthians para mim, joguei ali, foi tudo para mim. Meu Deus do céu, dedicação total. E vendo onde as meninas estão, que agora foram para a final. É gratificante demais o legado que nós pioneiras deixamos para as meninas", desabafou Roseli. O evento de lançamento da Copinha Feminina ainda contou com a divisão das 20 equipes em cinco grupos. As Brabinhas ficaram no Grupo B, apelidado de Copan, e irão enfrentar Red Bull Bragantino, Atlético-MG e Ação-MT no Estádio Nicolau Alayon, localizado na Barra Funda. Se a existência do futebol de base era mínima na época de Roseli, os grandes públicos na modalidade não são novidade. A ex-atleta relembrou quando marcou um golaço contra a Austrália para mais de 50 mil pessoas, no Parque do Sabiá, pelo Torneio Cidade de Uberlândia, em abril de 1995, e reforçou o pedido para mais apoio ao futebol feminino. "Teve um torneio que nós fizemos em Uberlândia. Nós fomos para a final com a Austrália, ganhamos de 3 a 0. Nós colocamos 75 mil pessoas (no estádio). Eu acho que isso ninguém lembra. Mas para o Corinthians é essencial. Eu acho que os times tinham que fazer mais isso. Não só o Corinthians, para dar uma moral para a gente. Dar moral para o futebol feminino, para cada vez mais a gente estar lá em cima. Porque o futebol feminino está crescendo no Brasil e a gente precisa disso. A gente precisa de apoio, de ajuda e de patrocínios", disse a ex-atacante. O Corinthians alcançou o recorde anual brasileiro de público no futebol feminino na última segunda-feira, quando colocou 9.755 pessoas na Neo Química Arena frente ao Bahia, pela volta da semifinal do Campeonato Brasileiro. O recorde histórico em jogos de clubes também pertence às Brabas. Em 2024, 44.529 pessoas compareceram à Casa do Povo para assistir ao Corinthians vencer o São Paulo por 2 a 0 e se sagrar hexacampeão brasileiro. A situação pode se repetir neste sábado, já que o Corinthians reencontrará o rival no Morumbi em nova final nacional. Até o momento, aproximadamente seis mil ingressos foram vendidos para o Majestoso de ida, que será realizado na Neo Química Arena, às 16h30.