Toyota prepara o Corolla mais radical da história para enfrentar chineses

admin
29 Sep, 2026
Resumo Lançada em 2018, a 12ª (e atual) geração do Toyota Corolla já dá sinais do tempo, além de estar cada vez mais ameaçada pela chega de modelos eletrificados chineses. Para reverter a situação, a montadora japonesa já prepara o novo sedã, com mudanças profundas e chegada prevista para o ano que vem — desembarcando até 2028 no Brasil. O Corolla, que completa 60 anos de história em 2026, vai abandonar o desenho conservador, ganhar inéditas versões híbrida plug-in e elétrica e, por aqui, deve estrear uma tecnologia que só existe no mercado brasileiro: o híbrido plug-in flex. Em entrevista à emissora japonesa NHK, em julho, o presidente do conselho da Toyota, Akio Toyoda, afirmou que a empresa precisa se adaptar à concorrência chinesa ou não sobreviverá. Muitas das novidades da 13ª geração já foram adiantadas pelo Corolla Concept. O protótipo foi apresentado em outubro de 2025 no Japan Mobility Show, em Tóquio, pelo então presidente da Toyota, Koji Sato, e antecipa a linguagem visual da próxima geração. O que o conceito antecipa O desenho rompe com o sedã de três volumes. O conceito tem carroceria de quatro portas com caimento fastback, capô baixo, dianteira sem grade e faróis finos ligados por uma barra de luz horizontal. A traseira segue a mesma lógica, com lanternas de ponta a ponta. Completam o conjunto maçanetas embutidas, vidros bastante inclinados, vincos salientes na carroceria e rodas de grande diâmetro, próximas de 21", com balanços curtos. O carro de série deve ser mais contido, mantendo a dianteira limpa e a silhueta alongada, mas com proporções mais práticas e uma traseira menos radical, para preservar espaço interno e custo. O que muda na mecânica A base continua sendo a plataforma TNGA-C, mas muito modificada. A arquitetura passará a aceitar desde versões puramente a combustão a 100% elétricas, com híbridos convencionais (HEV) e plug-ins (PHEV) no meio-termo. O conjunto híbrido troca o motor 1.8 por um novo 1.5. Engenheiros da Toyota disseram à revista Car and Driver que o conjunto terá cerca de 136 cv combinados e será de 10% a 20% mais eficiente que o atual, com possibilidade de tração integral. As novidades são o Corolla plug-in e o elétrico: a versão 100% elétrica deve ter um ou dois motores e autonomia de ao menos 400 km, segundo a publicação. A Toyota não confirmou se ela será vendida nas Américas. A meta de autonomia do plug-in é agressiva. Em 2024, a revista japonesa Best Car informou que a Toyota trabalhava para que o Corolla híbrido plug-in alcançasse cerca de 2.100 km combinando tanque cheio e bateria carregada, número equivalente ao anunciado por concorrentes da BYD na China. Como é o interior A cabine segue a mesma linha minimalista da carroceria. No lugar da tradicional central multimídia no meio do painel, os comandos foram reunidos atrás do volante de três raios, em teclas sensíveis ao toque ao redor do quadro de instrumentos digital, fixado na coluna de direção. O passageiro ganha uma tela exclusiva. O console central é flutuante e tem tela própria para o ar-condicionado. O seletor de marchas, instalado no alto e ao lado do motorista, tem formato de um pequeno carro — solução que, segundo a Motor1, lembra mais a de uma minivan do que a de um sedã. O arranjo libera espaço para porta-objetos entre os bancos. É a parte que mais tende a mudar na versão de série. Soluções como o seletor em formato de carro e a ausência de uma tela central convencional costumam ser simplificadas na passagem do conceito para a produção, e a Toyota ainda não mostrou a cabine do modelo definitivo. O que deve ser exclusivo do Brasil O híbrido plug-in flex é a aposta para o mercado nacional. A Toyota testa desde 2023 no país um sistema que combina recarga na tomada e motor capaz de usar etanol, e informou que os estudos estão ligados a uma possível produção nacional de veículos desse tipo. A tecnologia seria uma extensão do que a marca já faz aqui. O Corolla foi, em 2019, o primeiro híbrido flex do mundo, fabricado com exclusividade para o mercado brasileiro. A motorização ainda é incerta, havendo especulação sobre um propulsor 1.5, turbo ou aspirado, e sobre um novo 2.0 para o conjunto plug-in flex. A Toyota, entretanto, não confirmou nenhuma das opções para o país. A produção deve ficar em Sorocaba (SP). A fábrica de Indaiatuba (SP), que montou o Corolla por quase três décadas, encerrou as atividades neste ano, e a linha do sedã foi transferida para uma nova área do complexo de Sorocaba, onde a expectativa é que a futura geração também seja fabricada. A mudança faz parte de um plano de R$ 11 bilhões até 2030. O pacote inclui a nacionalização gradual dos componentes híbridos: o motor a combustão passou a ser feito em Porto Feliz (SP), e a Toyota já reservou espaço em Sorocaba para a montagem de baterias, segundo declarou o presidente da empresa no Brasil, Evandro Maggio. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.