Frejat repudia uso de ‘Bete Balanço’ em campanha, e Renan Santos provoca: “Lide com isso”

admin
2 Oct, 2026
O músico Roberto Frejat publicou nesta sexta-feira (2) seu repúdio, em seu nome e no nome de Cazuza, ao uso não autorizado da canção “Bete Balanço”, de sua autoria em parceria com o amigo, pela campanha de Renan Santos [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/renan-santos/] do Missão. A declaração veio após a gravadora Warner advertir contra a utilização da obra em uma notificação extrajudicial, que precede eventuais ações judiciais em busca de um acordo amigável. Frejat usou as redes sociais para escrever “Renan não!” e dizer que não compactua com os ideais do político no dia seguinte ao ato público diante da sede da Globo, no Rio de Janeiro, onde deveria acontecer o último debate presidencial. O candidato do Missão e seus apoiadores cantaram a versão satírica de “Bete Balanço”, em um indicativo de que pretendem enfrentar as consequências judiciais de um eventual processo da Warner. A assessoria do Missão confirmou à Gazeta do Povo que não chegou a um acordo para utilizar a composição. "Em meu nome e no de Cazuza, manifesto meu total repúdio à associação da nossa canção ‘Bete Balanço’ à campanha presidencial de Renan Santos. Não compartilhamos de suas ideias e do uso contínuo, indevido e não autorizado de nossa música, o que demonstra total falta de respeito aos direitos dos autores", disse Frejat na nota. Renan usa Bete Balanço em ato de campanha. Renan Santos publicou em seus perfis uma resposta em tom de provocação: “Frejat, de guitarrista para guitarrista, não seja bobo. Bete Balanço é uma música maravilhosa, estamos levando para milhares de pessoas, vocês deveriam ficar lisonjeados. Nós vamos usar, vocês vão ter que lidar com isso”, disse no vídeo. Frejat ainda não comentou a réplica. Detalhes da paródia Renan, além de político e empresário, é músico, e adaptou Bete Balanço para incluir seu lema de campanha, “O Futuro é Glorioso”, nos versos em que a canção diz “O teu futuro é duvidoso”, entre outras adaptações de sua paródia. Cazuza é o apelido e nome artístico de Agenor de Miranda Araújo Neto. Ele marcou a música popular brasileira por alguns anos da década de 1980, até morrer precocemente em decorrência de complicações causadas pelo HIV, em 1990. Suas músicas são consideradas extremamente atuais e frequentemente executadas em manifestações políticas por abordar a corrosão das instituições e a corrupção que sempre marcaram o país.