O ciclotorcedor. E sua bicicleta. Nove Copas do Mundo. Seis pedalando. Três fazendo memória.

admin
4 Oct, 2026
O ciclotorcedor. E sua bicicleta. Nove Copas do Mundo. Seis pedalando. Três fazendo memória. As últimas nove Copas do Mundo foram acompanhadas pelo engenheiro e professor Sérgio Miranda Paz, integrante do Grupo Literatura e Memória do Futebol Serginho é um showman. Suas aulas prendem a atenção pela forma com que se relaciona com os alunos. Leva às reuniões do Memofut a mesma descontração com que aborda os mais diferentes assuntos, claro, puxados pelo futebol e cujo master é a incorporação de Charles Miller, o brasileiro-inglês introdutor do futebol entre nós. Numa São Paulo tomada pelo trânsito maluco, Sérgio Paz prioriza o uso de bicicleta. Do Ibirapuera, onde mora, ao Museu do Futebol, no Pacaembu; ao Itaquerão; ao Morumbi: à rua Javari, lá vai o ciclotorcedor, pedalando. Nas aulas semanais às turmas da terceira idade, em Santo André, a “bike” o conduz, seguindo com ele da Luz ao Celso Daniel nas composições da CPTM. Da estação ao alto da Vila Assunção, o combustível das lotações é substituído pelo pedal, via estátua do Pelé no Ipiranguinha. Depois de participar de mais uma Copa do Mundo, em junho/julho, Serginho veio ao DGABC-TV para um balanço geral. Claro, trouxe a “verde-amarela”. A íntegra da entrevista de Sérgio Miranda Paz está nas plataformas do Diário. Segue-se uma condensação. 1 – Estados Unidos, 1994 O ano do tetra brasileiro. Semifinal e final em Pasadena, Califórnia. Tempo suficiente para que Serginho andasse de bicicleta alugada perto da praia em Los Angeles. 2 – França, 1998 Boas vitórias brasileiras, em partidas assistidas por Serginho. Não consegue ingresso para a final, permanecendo invicto, já que o Brasil foi eliminado. Compra uma bicicleta, repassada antes de voltar ao Brasil, depois de um passeio pelos castelos do Vale do Luar, na região central da França. 3 – Coreia do Sul e Japão, 2002. Penta brasileiro. Nosso personagem chegou a aprender um pouco de japonês antes de viajar. Desnecessário, já que os primeiros jogos foram na Coreia, onde – bicicleta alugada – fez a volta numa ilha ao sul do país chamada Jeju. 4 – Alemanha, 2006 Pela primeira vez Sérgio Paz leva bicicleta à uma Copa. Hospeda-se na casa de um amigo, também chamado Sérgio, estudante, hoje professor na Universidade de Heidelberg. O Brasil não chega à final, Serginho realiza passeios agradáveis, um deles ao longo do Rio Danúbio – “sempre gostei da valsa “Danúbio Azul”. Pedala até Viena, capital da Áustria, terra do compositor Strauss. Em campo, só assistiu às vitórias brasileiras – não esteve no jogo da desclassificação: 1 a 0 para a França. 5 – África do Sul, 2010 Novamente com sua bicicleta, Sérgio Paz conhece a cidade do Cabo - “muito bonita” - e fica mais tempo em Johanesburgo, hospedando-se na casa do irmão do amigo Sérgio da Alemanha. É a Copa da sua primeira derrota, no jogo da desclassificação frente à Holanda – 2 a 1 para eles nas quartas de final. Sergio anda muito de bicicleta, mesmo que Johanesburgo “não tenha muita infraestrutura ciclística”. 6 – Brasil, 2014 Serginho torna-se voluntário no Itaquerão. Vê de perto a vitória brasileira no estádio: 3 a 1 frente à Croácia na abertura da Copa. Em duas oportunidades pôde entrar no campo, com a missão de auxiliar os fotógrafos. Algumas vezes foi de bicicleta de casa ao campo do Corinthians pedalando mais de 20 quilômetros. Não, Serginho não estava em Belo Horizonte quando da maior derrota brasileira numa Copa, os tristes 7 a 1 para a Alemanha. 7 – Rússia, 2018 Serginho permanece quase todo o tempo em Moscou. Fez alguns deslocamentos de trem, levando sua bicicleta. Foi da Rússia que enviou pela primeira vez fotos da Copa para a página Memória do Diário. De brinde, um jogo de baralhos para 52 amigos brasileiros: uma carta para cada um, com um simpático bilhete: “lembrei de você”. 8 – Catar, 2022 Quase todos os estádios desta copa são localizados em Doha, a capital do Catar. Serginho foi a dez jogos, pelo menos sete com sua bicicleta – sempre documentados em fotos enviados à Memória. No retorno, outra lembrancinha aos colegas daqui: jogo de baralho dividido com sua saudação, carta a carta. 9 – México, EUA, Canadá, 2026 Serginho chega ao México dez dias antes do início da Copa e ali permanece até o jogo de abertura. Cruza os Estados Unidos e hospeda-se na casa da sobrinha Natália e seu marido Bruno, em Vancouver, no Canadá. Pedala. Percorre trilhas em Toronto, Montreal. Envia 60 fotos à página Memória, uma delas a da comemoração de Erling Haaland tocando tambor depois dos 2 a 1 noruegueses frente à nossa seleção. México Canadá ASSIM... Nove Copas do Mundo depois, Sérgio Miranda Paz guarda uma coleção de mascotes de cada um dos países promotores do principal torneio de futebol: numa sacola, a “bike”, numa mochila, roupas, objetos e as lembrancinhas trazidas. Irá à próxima Copa? Ainda não sabe. Tenciona escrever um livro sobre suas aventuras por este mundão futebolístico? Por ora, uma ideia vaga. Certeza mesmo: permanece corintiano e pelezista. Corre das Lanternas Uma crônica de Vanderlei Retondo Não raro nos deparamos com lembranças de acontecimentos que vivenciamos e que nos proporcionaram momentos agradáveis, alegres e felizes, mas que hoje ficaram apenas em nossas lembranças. E foi dessa forma que assisti à entrevista do Sr. Roberto Dantas e do Sr. Patrick La Rosa, ambos do SESC, no DGABC-TV, sobre a edição de 2026 da tradicional Corrida das Lanternas, agora no entorno do Paço Municipal de Santo André. Sempre gostei desse tipo de esporte por considerá-lo democrático e inclusivo, pois independentemente da classe social, gênero, raça, todos podem praticá-lo, bastando para isso a boa vontade. Assim, por iniciativa do News Seller, a Corrida das Lanternas lá nos idos de 1962, perdurou por quinze anos, a princípio apenas para atletas, depois foi democratizada e aberta a todos que dela se propusessem a participar. Aquela velha lembrança me motivou a participar da edição de 2026, agora sob iniciativa do SESC. Arrumei uma lanterna moderna, dessas que ficam fixadas na testa como as que os ciclistas utilizam. Pretendia inclusive levar a Java, nossa vira-latas, também com sua lanterna, mas, e quando a idade vem sempre aparece um “mas”, naquele dia meus joelhos cobraram o preço de anos de esforço sem o devido cuidado. Frustrado, mas com a convicção de que em 2027 eu irei, restou-me a saudade daqueles antigos eventos, daquele convívio, daquelas noites iluminadas, alegres e cheias de sorrisos. E a saudade de sentir a sensação de mais um desafio superado e o prazer indescritível que só quem corre sente. Diário há meio século Domingo, 3 de outubro de 1976 – edição 3173 Destaque – Choque de locomotivas para o tráfego da Santos-Jundiaí. O acidente ocorreu entre as estações de Paranapiacaba e Campo Grande. Um maquinista e um ajudante ficaram feridos. Memória – Bairro dos Casa, em São Bernardo, também é obra dos italianos: 25ª reportagem da série “A História dos Bairros”. Futebol – Torcidas Ramachões e Ramalhetes, do EC Santo André, comemoravam o primeiro aniversário. Em 4 de outubro de... 1901 – A dissidência do Partido Republicano Paulista resvalava na região. Na Estação Rio Grande (hoje da Serra) era preso Manoel Maia, acusado de pertencer à dissidência. Ele foi preso por ordem do subdelegado, Manoel da Costa Marques, e com o aval do Dr. Flaquer, então delegado de polícia de toda a região (Município de São Bernardo). Escrevia o correspondente do Estadão em Rio Grande: “O nosso telegrama enviado a essa redação, bem como o dirigido ao chefe de polícia, foram sujeitos às vistas da polícia, por ordem do chefe da estação. Não sabemos em que se baseou aquele funcionário para assim proceder”. Municípios Brasileiros No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Rinópolis. n Pelo Brasil: Aratiba e Cerro Largo (RS), Campina do Simão (PR), Carmo do Paranaíba, Frutal, Guapé, Itapecerica, Monte Azul e Salinas (MG), Catingueira (PB), Cedro de São João e Salgado (SE), Curuçá (PA), Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), Igaci (AL), Tamboril (CE) e Zé Doca (MA). Hoje Dia Mundial dos Animais e Dia Mundial da Natureza - n Dia Universal da Anistia - n Dia Mundial do Barman ou Bartender. 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM “Iniciando o Mês Missionário, somos lembrados de que somos um em Cristo, unidos na missão, para que o mundo creia”. Fonte: ABC Litúrgico, folheto da Diocese de Santo André Ano 46 - Nº 2805 - 4/10/2026 Ilustração: Antônio de Pádua Luz (Diocese de Santo André) Hoje é o dia de São Francisco de Assis. Pensamento “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”. São Francisco de Assis Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.