Por R$ 261 mil, GWM Haval H7 mira os SUVs Compass, Bronco e T2

admin
7 Oct, 2026
Por R$ 261 mil, GWM Haval H7 mira os SUVs Compass, Bronco e T2 Com motorização híbrida plug-in de 370 cv, modelo chega ao Brasil com tração integral, sete modos de condução e até 92 km de autonomia elétrica A GWM está a um lançamento de cumprir a meta anunciada para o mercado brasileiro em 2026. O Haval H7, apresentado nesta quarta-feira (7), é o 11º dos 12 modelos prometidos pela fabricante para este ano e chega para ampliar a família de SUVs da marca, ocupando posição entre o H6 e o H9. Com preço promocional de R$ 261 mil, o novo modelo - disponível em única versão de acabamento - aposta na combinação de motorização híbrida plug-in e tração integral. A ideia é disputar espaço com Ford Bronco, Jeep Compass e Jetour T2. A ofensiva faz parte da estratégia da fabricante chinesa para ampliar a participação no país e alcançar a marca de 90 mil veículos vendidos neste ano. Cabe pontuar que a GWM, em décimo lugar entre as montadoras que mais vendem no Brasil, já emplacou mais de 63 mil unidades por aqui no acumulado do ano, de acordo com números da Fenabrave. Segundo a GWM, o H7 é um complemento à linha H6, atualmente o híbrido mais vendido do Brasil. Ao mesmo tempo, o novo SUV aproveita características visuais e estruturais que remetem ao H9, modelo maior da família. A carroceria quadrada contribui para ampliar o espaço interno e reforça a proposta de veículo voltado também para uso em terrenos mais difíceis. Com 4,80 metros de comprimento, 1,95 m de largura, 1,84 m de altura e 2,74 m de entre-eixos, o H7 acomoda cinco ocupantes. O porta-malas comporta 586 litros, volume que pode chegar a 1.404 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. Há ainda tomadas (12V tradicional e 220V) no compartimento. Outros números: ângulo de ataque, 24 graus; ângulo de saída, 31,5 graus; peso em ordem de marcha, 2.170 kg; altura livre do solo, 22 centímetros; tanque, 55 litros. A capacidade de imersão é de 580 milímetros. Tecnologia híbrida Como era previsto, a mecânica do H7 segue o H6 e combina motor 1.5 turboflex a um sistema híbrido plug-in, com propulsão elétrica nos dois eixos e tração integral por meio da tecnologia Hi4 AWD. O conjunto, gerenciado pela transmissão híbrida DHT com quatro marchas, entrega 370 cv e 77 mkgf de torque, permitindo acelerar de zero a 100 km/h em 5,7 segundos. A velocidade máxima é de 190 km/h, de acordo com a ficha técnica disponibilizada pela marca chinesa. A bateria de LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) tem 27,5 kWh e garante até 92 quilômetros de autonomia no ciclo PBEV, do Inmetro. Em números, o consumo urbano é de 32 km/l (gasolina) e 20,6 km/l (etanol), enquanto em ciclo rodoviário as médias registram 24,3 km/l e 16,7 km/l, respectivamente. V2L e outros mimos O modelo conta com o sistema V2L, que permite utilizar a energia armazenada no veículo para alimentar equipamentos externos — recurso que amplia a possibilidade de uso do SUV em viagens, acampamentos ou em situações de emergência, por exemplo. Além disso, conta com uma luz específica para situações de acampamento. O pacote de conectividade oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, rede 4G embarcada e roteador Wi-Fi nativo para até oito dispositivos. Tem, ainda, ar-condicionado dual zone com saídas traseiras, câmera 540° (que une a tradicional visualização de 360° com a visualização 180° sob o veículo), carregador de celular por indução, banco do motorista com ajustes elétricos e memória, teto solar panorâmico com acionamento elétrico e rodas de 19 polegadas cobertas por pneus 255/60. O estepe, que vai pendurado na tampa traseira, tem 18". O sistema de assistência à condução (ADAS 2+) reúne controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, assistente ativo de permanência e centralização em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e por aí vai. E são, no total, sete modos de condução, com configurações voltadas a diferentes condições de piso. Entre eles, Normal, Sport, Eco e Neve. A suspensão é independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e sistema multilink na traseira. O isolamento acústico também recebeu atenção. O SUV utiliza vidros de camada dupla na dianteira, solução que reduz a entrada de ruídos externos e contribui para a sensação de conforto a bordo. Interior Das portas para dentro, a proposta do H7 tem aparência sofisticada e o melhor: mesmo com a enorme tela de 15,6 polegadas no centro do painel, não abre mão dos comandos físicos para funções de uso frequente. O quadro de instrumentos digital tem 12,3 polegadas e possibilidade de exibição das informações de navegação. E o pacote ainda inclui head up display - que projeta informações no para-brisa, e há uma interface específica para condução fora de estrada, que permite acompanhar informações sobre o comportamento do veículo durante a utilização. No quesito cores, a cabine segue predominantemente preta, com possibilidade de combinação de elementos em tom marfim. Já do lado de fora - onde o visual é inspirado na técnica milenar chinesa, sunmao, baseada em encaixes de peças sem a utilização de pregos ou parafusos -, são cinco diferentes opções, incluindo o Verde Tijuca e os tons tradicionais. O Cinza Zenith (fosco), sucesso no H9, também está na paleta do H7. A GWM prepara uma lista de 23 acessórios, que inclui itens como escada lateral, bagageiro de expedição, cabo para utilização do sistema V2L e acionamento elétrico da tampa do porta-malas, por exemplo. A lista completa está no site oficial da marca. Custo mais baixo Por estar enquadrado na categoria de veículos híbridos flex com preço fixado abaixo do teto estadual de R$ 261.154,45 estabelecido para 2026, o modelo garante isenção total da alíquota do IPVA em São Paulo. Isso, segundo a GWM, reduz de forma imediata o custo total de propriedade do SUV frente aos concorrentes diretos movidos a combustível fóssil ou não flex. O utilitário esportivo conta com garantia de fábrica de cinco anos sem limite de quilometragem para o veículo e de oito anos ou 200 mil km para o conjunto de baterias de alta tensão. *O jornalista viajou a Salvador (BA), a convite da GWM LEIA MAIS: