TIM acredita que RCPs podem impulsionar uso do 5G RedCap
7 Oct, 2026
O head de IoT e negócios da TIM , Alexandre Dal Forno, acredita que as redes celulares privativas podem servir como embrião para o uso de 5G com capacidade reduzida (RedCap) no País. Em conversa com Mobile Time no Futurecom Congress Leader 2026 , o executivo explicou que isso se dará em um processo gradual. Atualmente, a TIM não tem visto interesse na utilização do RedCap em projetos. Mas Dal Forno explicou que a operadora possui arquitetura pronta para ativar essa tecnologia em RCPs 5G. O RedCap é uma tecnologia que entrega conectividade com baixo consumo de dados para uma quantidade massiva de equipamentos e sensores, ideal para a ativação de dispositivos de internet das coisas que não dependem tanto de latência e velocidade de acesso. Contudo, a oferta de módulos de RedCap ainda é baixa. Desafios do RedCap Para o executivo da TIM, há a necessidade de equipamentos para criar aplicações e casos de uso. Por isso, as RCPs são o cenário ideal para a utilização do RedCap e a criação de business cases que permitam amadurecer o produto e evoluir do ambiente privativo para a rede pública. Esse caminho foi feito com outra rede, o NB-IoT, a partir de 2017. Adiciona-se a este movimento o fato de que o RedCap funciona apenas a partir de redes no padrão do Release 17 do 3GPP, ou seja, o 5G Standalone (SA). Atualmente, a maior parcela das redes da TIM está no padrão anterior, o 5G NSA. O SA só é ativado em localidades com redes privativas. Ele também explicou que existe o desafio do refarming em frequências baixas do 2G e 3G, uma vez que a tecnologia de capacidade reduzida precisará combinar faixas baixas (700 MHz, por exemplo) com faixas altas (1,8 GHz e 2,6 GHz, por exemplo) para atingir locais indoor e outdoor. Edge Dal Forno afirmou ainda que o avanço para data centers na ponta (on edge) também pode ser um motivador para o RedCap. Com a necessidade de processar inteligência artificial na ponta para B2B e B2C com respostas em tempo real, o RedCap pode colaborar no diálogo entre a ponta e o dispositivo. Atualmente, a TIM está estudando em laboratório a possibilidade do n ear edge, ou seja, o uso de computação de borda próxima do core de rede. Com essa tecnologia, a operadora pode explorar novas aplicações, como acelerar o tempo de resposta em inferências de IA para o B2C e video analytics para o B2B.