GWM Haval H7 acerta no preço contra Jeep Compass e até outros SUVs chineses

admin
19 Oct, 2026
Resumo Em tempos de redes sociais, em que as pessoas podem dar sua opinião e se fazer ouvir, uma das coisas mais comuns nos lançamentos de carros são as críticas negativas ao preço. É quase certo que, quando uma marca divulga o preço de um modelo, o consumidor, no universo online, tende a considerá-lo alto. Então, quando ocorre o contrário, o fenômeno chama a atenção. O Haval H7 foi um dos raros casos de reação positiva ao valor do automóvel. Antes de entender por que, é preciso saber as razões das críticas negativas aos preços de automóveis em geral. O carro no Brasil realmente costuma ser vendido por valores muito acima do poder aquisitivo do consumidor médio. Então, se um produto está fora do orçamento de uma pessoa, é evidente que esta vai considerá-lo caro. Mas não é só isso. De vez em quando, cria-se expectativa sobre o preço de um carro. Isso ocorreu, inclusive, com alguns modelos de marcas chinesas que, no geral, são menos criticados do que os de montadoras mais tradicionais quando o assunto é preço. Essa expectativa é criada pelo próprio mercado, pelo público nas redes sociais e pela mídia e produtores de conteúdo. Quando o preço não atende à expectativa criada, a reação nas redes sociais ao lançamento é praticamente unânime: o modelo é considerado caro por qualquer consumidor - tanto entre os que podem quanto entre aqueles que não podem comprá-lo. Isso mesmo se estiver adequadamente posicionado, e até competitivo diante da concorrência. Essas reações, muitas vezes injustas - afinal, não foram as montadoras que criaram a expectativa -, já ocorreram com modelos como Dolphin Mini e, mais recentemente, com o Jaecoo 5. Mas, vale ressaltar: críticas negativas ao preço no lançamento não inviabilizam o sucesso. O elétrico da BYD, por exemplo, foi o terceiro carro mais vendido do Brasil em setembro. Preço do Haval H7 foi aplaudido Há cerca de dez dias, no lançamento do Haval H7, as reações foram surpreendentes. Na momento da divulgação do preço, os concessionários da GWM que estavam presentes aplaudiram com entusiasmo raro de se observar. O fenômeno continuou nos momentos seguintes, quando jornalistas e criadores de conteúdo começaram a publicar fotos e vídeos contando quanto custa o novo SUV. A opinião de consumidores, potenciais consumidores e do público brasileiro em geral (mesmo daqueles sem poder aquisitivo para comprar este produto) não demorou a vir. Aplaudiram o preço, considerando-o justo ou até baixo para o que o carro oferece. Foram poucas as pessoas, raras mesmo, que disseram que o Haval H7 é caro. Em meu perfil no Instagram, eu criei uma enquete perguntando a meus seguidores se o Haval H7 tinha um preço justo, alto ou é um carro barato. Apenas 25% dos votantes consideraram alta a tabela do novo SUV. Os outros 75% tiveram reações positivas. Isso é extremamente raro no mercado brasileiro. Mas há algo que deixa esse fenômeno ainda mais interessante. Não estamos falando aqui de um modelo popular, e sim de um SUV com preço sugerido de R$ 261 mil. Mais competitivo do que Haval H6 Existia expectativa de que o Haval H7 fosse mais caro do que o Haval H6. As especulações eram de que ele ficaria, como realmente ficou, entre as versões PHEV 19 e PHEV 35 do veterano da GWM. No caso da PHEV 19 (R$ 250 mil), o motor tem 324 cv. Se o Haval H7 viesse com o mesmo propulsor, deveria ficar pelo menos uns R$ 10 mil mais caro. E, no fim das contas, ele de fato custa R$ 11 mil a mais. Só que tem uma coisa importante aí: o conjunto híbrido recarregável na tomada (como o do PHEV 19) escolhido pela GWM é diferente. E mais potente. Com bateria de 27,5 kWh, entrega 370 cv. Ou seja: tem 41 cv a mais pelo mesmo valor extra (R$ 11 mil) que se esperava de um H7 com os mesmos 324 cv do H6. Outro fator importante é que o Haval H7 tem apenas 24 cv a menos que o H6 PHEV 35. E, nesse caso, a diferença é maior. O SUV mais potente custa R$ 29 mil a mais. Assim, considerando a própria linha GWM, o novo produto acaba mostrando um custo-benefício até melhor que o dos veteranos - que já são consideradas ótimas opções nesse quesito. Concorrência O próprio mercado considera, pelo formato e proposta do H7, o Bronco Sport, o Compass Trailhawk e os Jetour T1 e T2 como concorrentes. E, dessa turma, apenas o Ford, de 240 cv e sem eletrificação, é mais barato que o novo GWM. Em relação aos demais, H7, apesar de maior do que a maioria, custa menos. Em alguns casos, muito menos do que os rivais. É o caso do recém-lançado Jetour T2 4x4, tabelado em R$ 335 mil. Aqui, vale destacar o fato de o Haval H7 também ter tração integral, inclusive com sistema de bloqueio de diferencial mecânico traseiro e com a função 4WD, que pode manter a distribuição entre os eixos permanente. Essas características, que no geral tendem a deixar um carro mais caro, valorizaram ainda mais o bom custo-benefício do Haval H7. Referência nos SUVs maiores da GWM O Haval H7 é um modelo feito sobre a mesma base do Haval H6, uma plataforma de carro de passeio. O visual, no entanto, pode gerar certa confusão na cabeça das pessoas. O carro tem estilo de jipe, assim como ocorre com o Bronco Sport, com o Renegade e com os modelos da Jetour, T1 e T2. São carros quadradões, com visual que remete à aventura e à robustez, mas sem carroceria sobre chassi. Essa construção, igual à das picapes, acaba gerando modelos mais caros, como Toyota Hilux SW4 e Mitsubishi Pajero. É também utilizada tanto pelo Tank 300 quanto pelo Haval H9, que são SUVs da GWM. SUVs esses que custam entre R$ 330 mil e R$ 350 mil. O Tank 300 utiliza o sistema híbrido recarregável na tomada, ou PHEV, com 394 cv de potência. No caso do Haval H9, o modelo a diesel tem 184 cv. Como o H7 tem um visual semelhante, acabou sendo considerado barato demais diante dos modelos imediatamente acima. Quem estuda um pouco mais profundamente a construção dos carros sabe que a razão é o fato de ele ser feito na plataforma de carro de passeio e não entregar a mesma robustez dos demais, embora tenha aptidão para o off-road, sim — e muita aptidão. Outros destaques Além do sistema híbrido recarregável na tomada com tecnologia flex e do formato de jipe parrudão, o H7 tem outras coisas muito legais. Ele acelera de zero a 100 km/h em apenas 5,7 segundos e traz muito vigor nas retomadas. Além disso, oferece direção bem ajustada e, mesmo com centro de gravidade muito alto, passa segurança nas curvas. A suspensão é a mais bem ajustada de um modelo da GWM, até agora, no mercado brasileiro. Ainda há ADAS nível 2 completo, com direito a condução semiautônoma, câmeras 360° com função 3D e modos off-road, além de sistema de som com 236 W de potência. O acabamento interno é muito caprichado. O H7 não tem aquele esquema mais rústico do Haval H9. Nesse aspecto, ele parece mais com o do Tank 300, investindo em sofisticação. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.