Após confusão com Marco Nanini, ópera infantil dá aula de inclusão no Rio

admin
20 Oct, 2026
Gente, pelo amor de Deus! Kátia Flávia estava em Sintra, tentando tomar seu café em paz, quando recebeu uma chamada de vídeo do Brasil contando os detalhes da confusão envolvendo Marco Nanini em Porto Alegre. A bonita ficou passada! E, quando soube de uma iniciativa que está preparando o Theatro Municipal do Rio para receber crianças com diferentes necessidades, quase derrubou a xícara. Finalmente uma notícia para aplaudir de pé! Para quem perdeu o barraco, a apresentação de Fim de Partida, protagonizada por Nanini, foi interrompida no último domingo (18) por um problema na iluminação das intérpretes de Libras. O espetáculo acabou retomado sem o recurso de acessibilidade. A produção reconheceu falhas no planejamento técnico, e a Fundação Theatro São Pedro lamentou o episódio. Minha filha, em pleno 2026, ainda estamos discutindo se todo mundo tem direito de acompanhar uma peça? Tenha santa paciência! Pois a soprano Daniella Carvalho resolveu mostrar como a coisa pode ser feita desde o começo. Idealizadora do projeto Mãos à Ópera, ela apresenta nos dias 24 e 25 de outubro, às 15h, o espetáculo Prólogo no Assyrio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A montagem foi pensada para acolher crianças com diferentes formas de comunicação e percepção, oferecendo pranchas de comunicação alternativa, abafadores de ruído e adaptações sensoriais. Tudo planejado antes de abrir as cortinas. Olha que conceito revolucionário: organização! E tem mais, meu povo! Daniella divide a cena com a atriz e palhaça Letícia Medella e o pianista Vitor Philomeno. As crianças participam de brincadeiras, jogos vocais e experiências musicais, enquanto o grupo de jovens violinistas Os Pequenos Mozart faz uma participação especial. A proposta é apresentar a ópera sem aquela cerimônia toda que faz muita gente acreditar que música clássica nasceu exclusivamente para quem usa pérolas e sabe pronunciar nomes italianos. Kátia adorou especialmente uma declaração de Daniella: a artista quer que cada criança entenda que aquele espaço também pode ser dela. E é exatamente isso, minhas filhas! O projeto, que começou no Festival Amazonas de Ópera, chega ao Rio para celebrar o Dia Mundial da Ópera com ingressos a R$ 25 a meia e R$ 50 a inteira. Depois do constrangimento em Porto Alegre, fica uma lição que deveria ser óbvia: acessibilidade se planeja, se respeita e se executa. Porque teatro bom é aquele em que todo mundo pode participar. E, dessa vez, o aplauso é mais do que merecido.