Metrô prevê desapropriações de 40 mil m² no Grande ABC
26 Oct, 2026
Metrô prevê desapropriações de 40 mil m² no Grande ABC Governo estadual delimita 21 perímetros em Santo André e São Bernardo para implantação de estações, saídas de emergência e ventilação O governo de São Paulo declarou de utilidade pública aproximadamente 40,3 mil metros quadrados de terrenos em Santo André e São Bernardo para a implantação da futura Linha 20-Rosa do Metrô. As medidas, publicadas no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (26), abrangem 21 perímetros distribuídos por dez bairros das duas cidades e permitem o início de procedimentos de desapropriação. Em Santo André, são nove perímetros, que somam 15.187,25 metros quadrados, distribuídos pelos bairros Vila Sacadura Cabral, Vila Bastos, Jardim Bela Vista, Centro, Campestre, Bangu e Vila Guiomar. Em São Bernardo, são 12 perímetros, com 25.076,90 metros quadrados, nos bairros Taboão, Pauliceia e Rudge Ramos. As áreas serão destinadas à construção de estações, sistemas de ventilação, saídas de emergência e outras estruturas necessárias à operação da linha, planejada para conectar o Grande ABC à zona oeste da Capital. As medidas foram estabelecidas pelas resoluções SPI nº 102, de 15 de outubro, referente a São Bernardo, e nº 107, de 21 de outubro, relativa a Santo André. Ambas foram publicadas nesta segunda-feira (26). A declaração de utilidade pública autoriza o Metrô a iniciar a aquisição dos imóveis por acordo com os proprietários ou pela via judicial. Entretanto, a publicação não determina a saída imediata de moradores e comerciantes nem significa que as propriedades já tenham sido desapropriadas. VEJA AS ÁREAS PREVISTAS EM SANTO ANDRÉ Os nove perímetros delimitados em Santo André estão distribuídos pelo trecho compreendido entre a região da Rua Santa Clara e o encontro da Rua Oratório com a Avenida dos Estados. Entre os endereços mencionados na Resolução SPI nº 107 estão: Rua Rosária e Rua Santa Clara, com área de 836,07 m²; Ruas Itá e Corumbá e Avenida José Antônio de Almeida Amazonas, com 922,24 m²; Rua Doutor Eduardo Monteiro e Avenida Lino Jardim, com 1.107,10 m²; Rua Almirante Tamandaré, com 635 m²; Praça Dezoito do Forte e Viaduto Pedro Dell'Antonia, com 714 m²; Avenida Industrial e Rua Itambé, nas proximidades da ferrovia, com 5.968,70 m²; Rua Itambé, próxima à área ferroviária, com 584,76 m²; Viaduto Pedro Dell'Antonia e Rua Visconde de Taunay, com 498,78 m²; Rua Oratório e Avenida dos Estados, com 3.920,60 m². O maior perímetro identificado está nas proximidades da Avenida Industrial e da Rua Itambé, com quase 6 mil metros quadrados. As referências aos endereços servem para localizar as áreas delimitadas nas plantas técnicas do Metrô. Isso não significa que todos os imóveis situados nessas ruas serão desapropriados. SÃO BERNARDO TEM 12 PERÍMETROS IDENTIFICADOS Em São Bernardo, a Resolução SPI nº 102 contempla áreas ao longo do trecho compreendido entre a Avenida do Taboão e a Avenida Lauro Gomes, abrangendo os bairros Taboão, Pauliceia e Rudge Ramos. Entre as vias mencionadas estão as avenidas Presidente João Goulart, Helvétia, 31 de Março, Caminho do Mar, Doutor Rudge Ramos e Senador Vergueiro, além das ruas Afonsina, Guilherme de Almeida, dos Palmares e da Abolição. A maior área individual identificada fica entre as avenidas do Taboão, Helvétia e Presidente João Goulart, com 5.227,21 metros quadrados. As desapropriações estão relacionadas à implantação de estruturas previstas no entorno das futuras estações Taboão-Pauliceia, Rudge Ramos e Afonsina, além de instalações necessárias ao funcionamento do sistema. O projeto também prevê a instalação de um pátio de manutenção e estacionamento em parte do terreno da antiga fábrica da Ford, em São Bernardo, cuja declaração de utilidade pública foi publicada em 2025. MORADORES TERÃO DIREITO A INDENIZAÇÃO As resoluções autorizam desapropriações amigáveis ou judiciais, além da ocupação temporária de terrenos e da instituição de servidões necessárias à implantação da linha. No processo de desapropriação, o Metrô realiza o cadastramento das propriedades, levantamentos técnicos e avaliações individuais para determinar o valor dos imóveis. Caso o proprietário aceite a proposta apresentada, a aquisição poderá ser concluída por acordo. Se houver divergência sobre os valores ou as condições, a questão poderá ser encaminhada à Justiça. Os atos estaduais também permitem que o Metrô solicite urgência em processos judiciais, conforme os requisitos previstos na legislação. A publicação não informa quantos imóveis ou famílias serão diretamente atingidos, tampouco estabelece valores individuais de indenização ou datas para desocupação. LINHA 20-ROSA TERÁ 24 ESTAÇÕES A futura Linha 20-Rosa está projetada para ter aproximadamente 33 quilômetros de extensão e 24 estações, conectando a região de Santa Marina, na zona oeste de São Paulo, a Santo André, passando por São Bernardo. O projeto prevê integração com linhas do Metrô e dos trens metropolitanos, incluindo a Linha 10-Turquesa, além de conexões com corredores de ônibus. A expectativa apresentada pelo governo estadual é avançar nas contratações em 2027 e iniciar as obras em 2028. O governador Tarcísio de Freitas afirmou ao Diário, em maio deste ano, que pretende colocar a linha em operação até 2033. O cronograma, porém, depende da conclusão dos projetos, da contratação das obras e da liberação dos imóveis necessários. As resoluções publicadas nesta segunda-feira representam uma nova etapa da preparação do empreendimento, mas não fixam prazo para o início das intervenções nos bairros contemplados. Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.