Tripulação de missão simulada à Marte da Nasa sai de isolamento após 378 dias
1 Nov, 2026
Tripulação de missão simulada à Marte da Nasa sai de isolamento após 378 dias Os quatro membros da tripulação que participou de uma missão simulada a Marte saíram do isolamento após 378 dias no Centro Espacial Johnson da agência espacial norte-americana, em Houston, um projeto destinado a ajudar na preparação para uma possível futura expedição de astronautas da Nasa ao vizinho planetário da Terra. "Foi um ano e tanto vivendo em cativeiro por nossa própria vontade", disse Ellen Ellis, médica da missão Crew Health and Performance Exploration Analog (CHAPEA), em declarações no Centro Espacial Johnson após sair do isolamento com seus três companheiros de tripulação no sábado. Os quatro entraram no habitat impresso em 3D e com 158 metros quadrados em 19 de outubro de 2025, e realizaram tarefas como cultivo de plantas em solo marciano simulado e interação com funcionários da Nasa com atrasos que recriaram a demora inerente às comunicações interplanetárias. A Nasa, que já explorou Marte com rovers robóticos e espaçonaves em órbita, tem ambições de realizar uma missão tripulada a Marte já na década de 2030, com planos de levar astronautas de volta à Lua pela primeira vez desde 1972. "Temos uma janela de oportunidade cada vez mais estreita para manter a supremacia dos EUA no espaço", disse Ellis. Ellis mencionou a academia militar para operações espaciais promovida pelo governo dos EUA e planos para uma base lunar. "Vamos tomar a iniciativa, liderar com a ciência que beneficiará nossa economia e garantirá nosso legado no espaço para os filhos dos nossos filhos", disse Ellis. Os demais membros da tripulação foram o comandante da missão Ross Elder, o oficial científico Matthew Montgomery e o engenheiro de voo James Spicer. "Para Marte, os riscos são grandes", disse Elder em declarações após sair do isolamento. "Mas, por meio da busca pelo entendimento, de uma visão sólida e liderança, criatividade, fortaleza, trabalho árduo e uma base incrível, a meta de levar humanos a Marte não é apenas alcançável, mas sim inevitável." A tripulação deve participar de duas semanas de avaliações pós-missão e reuniões de balanço com cientistas da Nasa. A Nasa afirmou que busca insights sobre o que é necessário para que os astronautas se adaptem às rotinas e exigências da vida cotidiana em missões de longa duração fora da Terra, a fim de mantê-los saudáveis, produtivos e conectados. Esta foi a segunda missão CHAPEA da Nasa, com outra tripulação de quatro pessoas em isolamento no Centro Espacial Johnson por 378 dias, abrangendo os anos de 2023 e 2024. Vanessa Wyche, diretora do Centro Espacial Johnson, recebeu os membros da tripulação quando eles saíram do isolamento. Wyche disse que eles conseguiram viver com recursos limitados, manter seu habitat e realizar operações simuladas em Marte. Wyche também destacou como a tripulação lidou com as comunicações interplanetárias simuladas, com atrasos entre o envio de mensagens e o recebimento de respostas. "Esses atrasos exigem paciência, planejamento cuidadoso e maior independência — qualidades que serão essenciais para futuros astronautas que viajarão milhões de milhas de casa", disse Wyche. Wyche disse que as lições aprendidas com a tripulação do CHAPEA e suas experiências ajudarão a pavimentar o caminho para as missões, primeiro à Lua e "um dia, a Marte".